Yara realiza 1ª cabotagem de fertilizantes no Brasil

Carregada com 15 mil toneladas, embarcação partiu do Rio Grande do Sul com destino ao Maranhão

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Embarcação deve chegar ao destino em sete dias. (Foto: Pablo Bech/L32 Filmes/Divulgação Yara).

Embarcação deve chegar ao destino em sete dias. (Foto: Pablo Bech/L32 Filmes/Divulgação Yara).

02deAgostode2022ás16:00

O primeiro envio de fertilizantes a granel via cabotagem do Brasil foi iniciado ontem pela Yara Fertilizantes.

Partindo do Rio Grande do Sul, a embarcação, que carrega 15 mil toneladas de produtos, tem como destino à unidade misturadora de São Luís, no Maranhão.

A viagem, passano por toda a costa brasileira, sem escalas, deve durar sete dias.

O objetivo, segundo a empresa, é atender aos agricultores da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), sobretudo da cultura de soja.

“Este envio de fertilizantes via cabotagem ao Maranhão traz diversos benefícios, como o acesso aos agricultores das regiões Norte e Nordeste às linhas de fertilizantes especiais, especialmente durante este momento crítico de rupturas nas cadeias de fornecimento, em razão da guerra”, diz Maicon Cossa, vice-presidente Comercial da Yara Brasil.

“O mercado da Fronteira Norte é o que mais cresce em termos de área plantada no país, e agora teremos mais uma opção de abastecimento para a região, com um produto nacional”, completou o executivo ao citar que a região do Matopiba, segundo a Conab, plantou cerca de 8,2 milhões de hectares na safra 2020/21. 

Rápida, segura e sustentável

O vice presidente da Yara definiu o transporte via cabotagem como uma operação “rápida e segura e sustentável”, especialmente na comparação com o transporte rodoviário.

“Uma carga de 15 mil toneladas, por exemplo, partindo de Rio Grande para São Luís, precisaria de 405 caminhões para realizar o trajeto de mais de 3 mil km via rodovias, o que passa a ser feito em aproximadamente sete dias por mar, com apenas um navio”, explica Maicon.

De acordo com o executivo, a cabotagem tornou-se uma opção viável devido aos últimos avanços da BR do Mar, programa que visa equilibrar a matriz de transporte brasileira.

O projeto possibilitou, entre outras medidas, a redução da taxa AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Marcante) e desobrigou a necessidade de frota própria para aderir à modalidade.

“Em um contexto em que a logística é um dos grandes desafios para a entrega dos fertilizantes para a safra de verão, contarmos com uma nova modalidade de transporte é fundamental para a segurança alimentar”, destaca.

 

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