Cotação do milho acentua quedas no início de junho
Expectativa é por mais uma semana lenta em negócios
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Compradores aguardam desvalorizações mais intensas com o avanço da colheita da segunda safra, que deve ser recorde.
As vendas de milho estão pontuais no mercado interno, e os preços permanecem enfraquecidos no início de junho, o que acentua a expressiva desvalorização da cotação da saca do milho registrada em maio (queda de 18,05%).
Segundo o Cepea, a saca de milho foi negociada ontem (dia 5) a R$ 53,63, com leve recuo de 0,26%, contra R$ 53,77 no último dia útil de maio. O motivo é que a demanda realiza poucas compras, aguardando desvalorizações mais intensas com o avanço da colheita da segunda safra, que deve ser recorde.
Vendedores, por sua vez, demonstram preocupação com os recentes patamares de preços, mas alguns estão mais flexíveis nos valores e/ou prazos de pagamento.
Assim, o mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de cautela nos negócios. Os consumidores devem seguir retraídos na realização de aquisições, pois têm boa posição em relação aos estoques e aguardando preços mais baixos.
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Cotação do milho hoje em Chicago
No âmbito internacional, o dólar avança frente ao real, enquanto a Bolsa de Chicago registra preços mais altos.
O mercado brasileiro de milho manteve preços pouco alterados ontem (dia 5) e esteve travado. Consumidores e produtores estiveram comedidos nas negociações.
A semana promete ser mais arrastada devido ao feriado da quinta-feira e pelo relatório de Oferta e Demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na sexta-feira.
Os contratos futuros de milho com entrega em julho de 2023 operam com alta de 5,00 centavos, ou 0,83%, cotados a US$ 6,02 1/2 por bushel.
O mercado se recuperou frente às fortes perdas da sessão anterior, buscando suporte no relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) das condições das lavouras norte-americanas.
Os dados apontam quadro pior do que esperado, por conta do clima quente e seco do cinturão produtor do Meio-Oeste. A força do dólar frente a outras moedas correntes e as perdas do petróleo, por outro lado, limitam ganhos mais expressivos.