Cotação do milho tem níveis mais baixos no Brasil e no exterior em anos

    Mercado esboça recuperação hoje, após expressiva queda na última sexta-feira

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    Movimento de queda reflete o avanço da colheita de segunda safra. (foto - Portos Paraná)

    Movimento de queda reflete o avanço da colheita de segunda safra. (foto - Portos Paraná)

    03deJulhode2023ás11:43

    Após registrar duas semanas de alta, a cotação do milho voltou a cair para fechar junho com desvalorização de 2,38% no mercado doméstico e no terreno negativo no internacional.

    O preço da saca de milho fechou o mês de junho a R$ 55,36, segundo o indicador do Cepea, acumulando baixas mensais desde janeiro. Em algumas regiões acompanhadas pela entidade, como Mogiana (SP), Norte do Paraná e Dourados (MS), os valores médios de junho já são os menores do ano.

    No caso do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP), a atual média mensal é a menor, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de maio/23), desde maio de 2019.

    Segundo os pesquisadores, o movimento de queda reflete o avanço da colheita de segunda safra, que, apesar de atrasada na comparação com a temporada anterior, tem ganhado ritmo e deve ser intensificada na segunda quinzena de julho.

    Com isso, a demanda pelo cereal voltou a se enfraquecer, com compradores negociando de maneira pontual, apenas quando há necessidade na expectativa de novas quedas dada a previsão de safra recorde da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Cotação do milho hoje

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho reabriu os negócios com cotações mais altas. O cereal busca uma recuperação frente as perdas expressivas das últimas setes sessões.

    Na sexta-feira, quando registrou a maior queda, o mercado foi pressionado pelos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    De acordo com a Reuters, após atingir mínimas de dois anos e meio, o mercado se recupera, com sinais de um aumento na demanda por importações, especialmente na Ásia, como resultado dos preços mais baixos.

    Os Estados Unidos deverão cultivar 94,096 milhões de acres na safra 2023/24, com alta de 6% frente aos 88,579 milhões de acres registrados na temporada 2022/23. Essa será a terceira maior área plantada pelo país desde 1944.

    O USDA indicou ainda que os estoques trimestrais de milho dos Estados Unidos, na posição 1 de junho de 2023, totalizaram 4,105 bilhões de bushels. O volume estocado é 6% menor frente a igual período de 2022, que indicava estoques de 4,348 bilhões de bushels. O volume indicado pelo Departamento ficou abaixo do esperado pelo mercado, e 4,261 de bilhões de bushels.

    Os contratos futuros de milho com entrega em setembro de 2023 operam com alta de 9,50 centavos, ou 1,94%, cotados a US$ 4,98 por bushel. Os contratos com entrega em dezembro de 2023 operam com avanço de 9,00 centavos, ou 1,81%, cotados a US$ 5,03 3/4 por bushels.

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