Cotação do milho sobe com escalada da guerra no Mar Negro e clima nos Estados Unidos
Contudo, grande oferta no Brasil e carência de armazéns limitam altas no mercado doméstico
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A Ucrânia respondia antes do conflito por 14% do mercado mundial de milho. (foto - divulgação)
A suspensão do Acordo de Grãos no Mar Negro e os ataques russos à estrutura portuária da Ucrânia sustentaram as cotações do milho no mercado internacional, com reflexos também no spot doméstico.
Os preços do milho estão acentuadamente mais altos nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) de hoje por, além da guerra, o clima adverso nos Estados Unidos.
Segundo o Cepea, a cotação da saca de milho já registra três dias seguidos de alta no Brasil, apesar de modestas, sendo negociada a R$ 54,57 ontem (dia 18).
O movimento altista é limitado pela grande oferta do grão no Brasil e a carência de armazéns, que obriga produtores a vender a preços menos favoráveis sob pena de perder a produção exposta às condições climáticas.
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Já no Mar Negro, a Rússia lançou um novo ataque maciço com mísseis contra Odesa e região ontem, cujo um dos objetivos era atingir o porto e a infraestrutura escoamento agrícola do país.
A Ucrânia respondia antes do conflito por 14% do mercado mundial de milho. Assim, os preços do grão subiram em média, segundo a ONU, 20% com o início da guerra em fevereiro de 2022, caindo para os patamares pré-invasão a partir do acordo
As dificuldades que a Ucrânia pode vir a ter em termos de apoio de outros países na escolta de navios pelo "corredor de grãos" do Mar Negro, com a saída da Rússia, também contribui como os ganhos.
Os Estados Unidos já declararam que não é possível escoltar a carga. E a corretora de seguros Marsh suspendeu seu programa de exportação de grãos da Ucrânia em 18 de julho, destacando os desafios futuros.
Preço do milho hoje em Chicago
Os agentes também voltam suas atenções à possibilidade de um clima mais quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos no final de julho e agosto, o que pode reduzir a produtividade das lavouras. Ambos os meses são críticos para o desenvolvimento da soja e do milho.
Os contratos futuros do milho com entrega em setembro estão cotados a US$ 5,46 3/4 por bushel, alta de 18,00 centavos de dólar, ou 3,40%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em dezembro de 2023 operam com avanço de 18,75 centavos de dólar, ou 3,50%, cotados a US$ 5,53 1/4 por bushels.