Brasil pode ser prejudicado por restrições internacionais ao comércio de fertilizantes

A China tem restringido a exportação desses produtos devido à crise energética interna e aos cortes nos fornecimentos; a falta dos insumos pode afetar toda a cadeia produtiva dos alimentos

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Brasil pode ser prejudicado por restrições internacionais ao comércio de fertilizantes
11deJaneirode2022ás16:41

O setor do agronegócio não foi atingido drasticamente durante o auge da pandemia em 2020, como aconteceu com outros setores da economia, e neste ano se mantém em alta apesar da inflação pela qual o país está passando. Ainda assim, uma sombra parece se aproximar desse setor vital para o Brasil: a falta de fertilizantes e defensivos que vêm, principalmente, da China.

O país asiático tem restringido a exportação desses produtos devido à crise energética interna e aos cortes nos fornecimentos. Num mundo globalizado, as crises deixaram há muito tempo de serem locais para se tornarem mundiais devido à cadeia econômica construída para facilitar a exportação e comercialização dos produtos. E a importação brasileira de insumos agrícolas da China tem sentido esses impactos.

O Brasil produz fertilizantes, mas uma parte significativa é exportada, o que está gerando uma grande preocupação no setor. Além da China, o Brasil compra o insumo de outros países como Belarus, Rússia e Canadá. Contudo, a atual crise política que Belarus enfrenta, tem impactado nos negócios. Recentemente, a Rússia anunciou que embora tivesse intenção de restringir as exportações de fertilizantes por um período de pelo menos seis meses, na segunda quinzena de novembro autoridades desse país garantiram ao governo brasileiro que os fertilizantes serão entregues.

O cenário é preocupante: a falta desses insumos pode afetar toda a cadeia produtiva dos alimentos, desde o plantio até a colheita. Na ponta, o consumidor vai acabar constatando a escassez de diversos produtos e a alta dos preços.

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