Custo da cesta básica aumenta em 17 capitais de acordo, diz Dieese

Para acompanhar cenário, salário mínimo deveria ser de R$ 6.754,33

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Custo da cesta básica aumenta em 17 capitais de acordo, diz Dieese
06deMaiode2022ás16:58

Todas as 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos registraram aumento no custo de compra em abril.

De acordo com o levantamento, na comparação com março, as maiores variações ocorreram, respectivamente, em  Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%) e Curitiba (5,37%). Já em João Pessoa ficou com o menor índice do período (1,0%).

Também na comparação com abril do ano passado, todas as capitais pesquisadas tiveram alta de preço na cesta básica, com variações que oscilaram entre 17,07%, em João Pessoa, e 29,93%, em Campo Grande.

Ainda de acordo com a pesquisa, São Paulo foi a capital onde a cesta básica teve o maior custo (R$ 803,99), seguida por Florianópolis (R$ 788), Porto Alegre (R$ 780,86) e Rio de Janeiro (R$ 768,42). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente das demais capitais, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 551,47) e João Pessoa (R$ 573,70).

Salário mínimo

De acordo com o Dieese, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o mínimo de R$ 1.212,00 em abril de 2022. Em março, o valor necessário era de R$ 6.394,76 e em abril de 2021 de R$ 5.330,69 – quando o mínimo vigente na época era de R$ 1.100.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos também aponta produtos com maiores aumentos no preço. Entre eles, destacam-se, na comparação com o mês passado, o óleo de soja (que subiu 11,34%, em Brasília); o leite integral (que registrou maior alta em Florianópolis 15,57%) e o feijão (com aumento de preço entre 3,86%, em João Pessoa, e 11,89%, em Belém).

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