Crédito rural cresce 3% no Plano Safra, mas investimento cai 34%
Participação das CPRs sobe para 47%, número de contratos diminui 24% e programas como Moderfrota registram forte retração entre julho e janeiro
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O crédito rural concedido no Plano Safra 2025/2026 somou R$ 307,11 bilhões entre julho de 2025 e janeiro de 2026, crescimento de 3% em relação ao mesmo período da safra anterior, segundo dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.
No mesmo intervalo, os recursos contratados atingiram R$ 316,57 bilhões, alta de 6%.
O avanço foi sustentado principalmente pelas Cédulas de Produto Rural (CPR), que movimentaram R$ 143,22 bilhões no período, aumento de 37%. A participação da CPR no total concedido passou de 34% para 47%.
Ao somar custeio tradicional e CPR, o volume destinado ao financiamento da produção alcançou R$ 241,38 bilhões, 10% acima do ciclo anterior.
Sem considerar a CPR, as linhas tradicionais registraram retração. O crédito para investimento concedido caiu 34%, totalizando R$ 29,04 bilhões. O custeio recuou 16%, para R$ 96,28 bilhões, e a comercialização teve queda de 14%, somando R$ 19,59 bilhões.
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Entre os programas de investimento, o Moderfrota — principal linha para aquisição de máquinas agrícolas — apresentou retração de 49% no período, na comparação entre as safras.


Na contramão das demais modalidades, o crédito para industrialização cresceu 45%, alcançando R$ 18,98 bilhões.
O número total de contratos firmados diminuiu 24%, passando de 445.156 para 337.548 operações.
Do total de R$ 113,4 bilhões programados em recursos equalizáveis para a safra, R$ 44,23 bilhões haviam sido concedidos até janeiro, o equivalente a 39% do orçamento disponível — restando 61% ainda a contratar.
Os dados indicam crescimento no volume agregado do crédito rural, com mudança na composição das operações e redução nas linhas de investimento no início da safra 2025/2026.