Bolívia anuncia projeto para ser autossuficiente em fertilizantes

Unidade em Cochabamba teria capacidade de produzir 60 mil toneladas de granulados por mês

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Bolívia quer reduzir dependência de importações de fertilizantes. Crédito da imagem: GlobalFert.

Bolívia quer reduzir dependência de importações de fertilizantes. Crédito da imagem: GlobalFert.

19deJulhode2022ás10:31

Diante da crise mundial de fertilizantes, como consequência do conflito entre Rússia e Ucrânia, o governo da Bolívia afirmou nesta segunda-feira que trabalha para ser autossuficiente na produção de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) destinada ao mercado interno. 

Entre as ações prioritária está a construção da Usina de Produção de Fertilizantes Granulados, em Cochabamba, com investimentos de Bs 62 milhões (em torno de US$ 9 milhões), após parceria com a Empresa Boliviana de Industrialização de Hidrocarbonetos (EBIH).Segundo as autoridades políticas, a usina permitirá a produção de 60 mil toneladas/mês, a quantidade seria suficiente para atender 100% das necessidades da agricultura e pecuária nacional. 

“Com ureia de YPFB, cloreto de potássio de YLB e NPK da EBIH, a Bolívia alcançará sua soberania na produção de fertilizantes em 2023”, disse ao site à ABI (Agência Boliviana de Informação) o gerente geral interino da EBIH, Alejandro Gallardo.

“Vamos poder contar com soberania em termos de diversidade de fertilizantes e por isso ter maior segurança alimentar já que todos estes fertilizantes são nacionais”, completou Gallardo.

Para ele, o aumento na produção dos insumos permitirá que a Bolívia deixe de ser dependente de importações. A medida ainda atende a política de industrialização do Governo do presidente, Luis Arce.

“Na Bolívia, a ureia é produzida através do YPFB (Depósito Fiscal de Petróleo da Bolívia), cloreto de potássio através do YLB (Depósitos de Lítio da Bolívia) e agora o NPK vai ser produzido com insumos puros nacionais através da EBIH", destacou Gallardo, reforçando a capacidade do país ser autossuficiente muito em breve. 

Usina NPK

Na primeira quinzena de julho, o presidente Luis Arce acompanhou a assinatura do contrato para a construção da Usina NPK, através da parceria entre a EBIH e a construtora Sur Energy SRL.

Na ocasião, Gallardo disse acreditar que a nova fábrica industrial permitirá aos agricultores da Bolívia economizarem cerca de US$ 40 milhões anuais, ao deixarem de importar NPK.

Ainda de acordo com estudo do Ministério do Desenvolvimento Produtivo e Economia Plural (MDPyEP) a aplicação do NPK poderá aumentar em até 43% a produtividade das lavouras do País.

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