Inmet: La Niña trará menos chuva no Sul e mais no Norte

    Confira a previsão climática completa para a safra 2022/2023

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    Previsão é de retorno gradual das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste. (Foto: Agência Brasil)

    Previsão é de retorno gradual das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste. (Foto: Agência Brasil)

    22deAgostode2022ás14:42

     Até dezembro, a provável atuação do La Niña poderá impactar as fases finais das culturas de inverno e segunda safra de acordo com previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgada na última sexta (dia 19). 

    Segundo análise do Inmet, realizada com foco na safra 2022/2023, a permanência do fenômeno, ainda que de intensidade fraca, “faz com que a previsão climática nas regiões produtoras seja avaliada com mais atenção”.

    Em nota, o Inmet disse ainda que o La Niña costuma “provocar redução das chuvas na Região Sul do País e aumento nas regiões Norte e Nordeste.”

    Porém, lembrou que o clima sofre influência de outros fatores que podem intensificar ou até mesmo amenizar as ações do La Niña.

    “Há outros fatores a serem considerados e que também interferem nas condições de tempo e clima e que podem atenuar ou intensificar os efeitos da La Niña, fazendo com que a previsão climática nas regiões produtoras seja avaliada com atenção.”

    Confira a seguir as previsões por regiões: 

    Centro-Oeste e Sudeste

    O tempo seco nos últimos meses em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste tem ajudado a maturação e a colheita das culturas do algodão e milho segunda safra. Em localidades onde é produzido trigo sequeiro, a falta das chuvas tem causado restrição hídrica, como em áreas de São Paulo.

    De acordo com o modelo estatístico do Inmet, em setembro, as chuvas ficarão dentro ou ligeiramente abaixo da média, o que pode ser favorável às fases finais das culturas.

    Já para o início da safra de verão (2022/2023), considerando os meses de setembro, outubro e novembro, o prognóstico climático aponta o retorno gradual das chuvas, principalmente em outubro, o que será importante para a elevação do armazenamento de água no solo e estabelecimento das fases iniciais das culturas no campo, como a soja, milho e algodão. 

    Região Sul

    Na Região Sul, considerando os cultivos de inverno, como a cultura do trigo, foi observado um leve atraso no plantio, devido ao excesso de chuvas, principalmente no estado do Rio Grande do Sul.

    Já em áreas do norte do Paraná, os baixos acumulados de chuva têm reduzido o armazenamento de água no solo e restrição hídrica às culturas da região.

    A previsão climática para setembro aponta chuvas dentro ou ligeiramente acima da média, o que indica que a umidade do solo deve ficar elevada em praticamente toda a região.

    Porém, os grandes acumulados de chuva podem ocasionar excesso de água no solo em algumas localidades. Nos meses de outubro e novembro, as previsões climáticas indicam chuvas irregulares, com acumulados abaixo da média em praticamente toda a região

    Matopiba e Sealba

     O início da safra 2022/2023 no Matopiba, região que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, pode ser marcado por chuvas dentro ou acima da média, principalmente nos meses de outubro e novembro.

    Essas chuvas serão responsáveis pela elevação dos níveis de água no solo, principalmente em áreas do oeste da Bahia e no estado do Tocantins

    Já na Sealba, região que abrange os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, as previsões climáticas para setembro, outubro e novembro apontam para chuvas dentro ou ligeiramente da sua faixa normal para o período.

    Dezembro e janeiro

    Entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, as chuvas podem ficar “próximas ou acima da média” nas regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste. “Já na Região Sul, no centro-sul do Mato Grosso do Sul e em parte de São Paulo, a tendência é de chuvas abaixo da média no mesmo período”, complementa.

    Para as demais áreas, a previsão indica “chuvas dentro da normalidade”.

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