Lula quer sediar COP30 na Amazônia em 2025
Ainda durante a COP27, País anunciou projetos para recuperação do Cerrado e preservação de florestas
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Nesta quarta-feira, na COP27, Lula recebeu uma carta de compromissos comuns do consórcio de governadores dos 9 estados da Amazônia Legal. (foto - Agência Brasil)
No Egito, onde participa de eventos da 27ª Conferência Climática das Nações Unidas (COP27), o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que pedirá para que o País seja sede do evento em 2025.
Lula afirmou aos jornalistas, nesta quarta (dia 16), que conversará com o secretário-geral da ONU para que a edição de 2025 ocorra na Amazônia, uma vez que a região tem papel chave mundial quando se discute mudanças climáticas.
Para Lula, também estado do Pará está apto para receber a conferência internacional.
Já na semana passada, durante o anúncio de novos nomes para o Gabinete da Transição, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, ressaltou que o combate ao desmatamento, especialmente na Amazônia, será uma prioridade do novo governo.
“Esta é uma grande preocupação. A emissão do carbono, no caso do Brasil, se você somar o escapamento da moto, do carro, do avião, da lancha, do trem, do boi, o lixão, o esgoto, a chaminé da fábrica, isso dá um pouquinho mais de 50%. Só o desmatamento é quase 50%”, lembrou Alckmin.

Projeto Vertentes
Também durante a COP27, no último sábado, o atual governo brasileiro lançou o projeto Vertentes, com o objetivo de preservar do Cerrado, bioma brasileiro que predomina no Centro-Oeste, mas que se espalha também pelas regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
O Governo Federal, por meio do ministério do Meio Ambiente e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou recursos de R$ 130 milhões.
O montante será financiado pelo Programa de Impacto de Sistemas Alimentares, Uso da Terra e Restauração (FOLUR, na sigla em inglês).
A ideia é que o Projeto Vertentes alcance mais de 47 milhões de hectares do Cerrado, promovendo ações que visem combater a desertificação, impulsionem o manejo sustentável das cadeias da soja e da pecuária de corte e ajudem na recuperação de áreas degradadas.
O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Fernando Zelner, falou da importância da disponibilização de recursos financeiros.
“Esse projeto não só nos dá a chance de implementar a agricultura de baixo carbono com também mostra para os parceiros internacionais que quando a gente recebe apoio financeiro, a gente multiplica isso”, comemorou.
Parceria com Indonésia e Congo
Ainda durante a COP27, o Brasil anunciou parceria com Indonésia e Congo para preservar florestas tropicais.
Na segunda-feira, o Itamaraty confirmou a informação ao dizer que os três países, que são detentores das maiores florestas tropicais do mundo, “firmaram uma aliança para preservação do bioma”.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, em comunicado, a iniciativa é consequência de tratativas iniciadas durante a COP26, em Glasgow, Escócia.
“O objetivo da coalizão é valorizar a biodiversidade dos países e promover remuneração justa pelos serviços ecossistêmicos prestados pelas três nações – especialmente por meio de créditos de carbono de floresta nativa”, diz o texto.
Ainda segundo o governo brasileiro, a aliança sinaliza para a comunidade internacional que o tema da conservação e uso sustentável desse ativo ambiental deve ser capitaneado por aqueles que detêm as principais florestas do mundo.