Inmet: La Niña tem 70% de chance de persistir até fevereiro de 2023

    Fenômeno reduz chuvas no Sul e eleva no Norte e Nordeste do Brasil

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    Le Niña deve chegar ao terceiro verão consecutivo, permanência que não ocorria há mais de 20 anos.

    Le Niña deve chegar ao terceiro verão consecutivo, permanência que não ocorria há mais de 20 anos.

    09deDezembrode2022ás10:32

    A atuação do fenômeno La Niña deve persistir, pelo menos, até fevereiro de 2023, com probabilidade de 70%. A informação foi publicada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    Caso a previsão se confirme, será o terceiro verão (Hemisfério Sul) consecutivo sob influência do fenômeno, algo que ocorreu pela última vez entre 1998 e 2001. 

    O evento atual do La Niña teve início em setembro de 2020, atingindo a categoria de evento moderado em alguns meses de 2021. 

    Em outubro e novembro de 2022, os valores de anomalia (diferença entre o valor previsto e a média) da temperatura da superfície do mar (TSM) foram de -0,85°C e -0,93°C, respectivamente, permanecendo na categoria de intensidade fraca. As condições climáticas são afetadas.

    Mas, segundo os modelos de previsão de TSM, há grande probabilidade de que o Pacífico Equatorial entre em uma fase de neutralidade no trimestre fevereiro-março-abril.

    A La Niña é um fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas superficiais de partes central e leste do Pacífico Equatorial e de mudanças na circulação atmosférica tropical, impactando os regimes de temperatura e chuva em várias partes do globo, incluindo a América do Sul.

    No Brasil, durante eventos de La Niña, em geral são observados aumentos dos volumes de chuva nas regiões Norte e Nordeste e chuvas abaixo da média na Região Sul, além de uma ligeira diminuição nos valores de temperatura nas regiões Sudeste e Sul.

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