IBGE: desemprego recua para 8,1% em 2022
Índice equivale acréscimo de 680 mil pessoas no mercado de trabalho
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Trata-se ainda do menor resultado desde o trimestre de fevereiro a abril de 2015. (foto - Marcello Casal JR/Agência Brasil)
A taxa de desemprego no Brasil foi de 8,1% no trimestre terminado em novembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgada nesta quinta (dia 19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número representa um recuo de 0,9 ponto percentual (p.p.) na comparação com os três meses anteriores, quando a taxa atingiu 8,9%.
Trata-se ainda do menor resultado desde o trimestre de fevereiro a abril de 2015.
Da mesma forma, com a queda para 8,7 milhões, também o número de desempregados alcançou o menor contingente desde o trimestre encerrado em junho de 2015.
Ao todo, segundo o IBGE, são 953 mil pessoas a menos em busca de emprego no país, ou recuo de 9,8%.
“Embora o aumento da população ocupada venha ocorrendo em um ritmo menor do que o verificado nos trimestres anteriores, ele é significativo e contribui para a queda na desocupação”, observou Adriana Beringuy,, coordenadora da pesquisa
Para Adriana, o o motivo da retração está justamente relacionado com o aumento de 0,7% na ocupação no período, que mais uma vez chegou ao maior nível da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
O percentual equivale a um acréscimo de 680 mil pessoas no mercado de trabalho.
Conforme a pesquisa, há seis trimestres móveis consecutivos, que a taxa de desocupação vem caindo de forma significativa.
Recuperação do mercado
Ainda segundo a coordenadora, as quedas sucessivas na taxa de desocupação foram também um reflexo do aumento no número de ocupados, durante a recuperação do mercado de trabalho no Brasil que foi verificada desde 2021.
“A partir desse momento, houve essa expansão da população ocupada, primeiramente dos trabalhadores informais e, depois, do emprego com carteira assinada nos mais diversos grupamentos de atividades, como comércio e indústria", diz.
"Mais recentemente, também houve aumento nos serviços, que exercem um papel importante na recuperação da população ocupada no país”, completa.
Categorias
Com a ampliação do seu contingente em 2,3% ou 817 mil pessoas a mais, a categoria de empregados com carteira assinada no setor privado provocou o principal impacto para o aumento da ocupação no trimestre de agosto a novembro.
A pesquisa indica que, no ano, o contingente de trabalhadores com carteira no setor privado cresceu 7,5%, o que significa mais 2,6 milhões de pessoas.
Já o número de empregados sem carteira no setor privado ficou estável em relação ao trimestre anterior. Assim, até novembro, o contingente era equivalente a 13,3 milhões de pessoas.
No entanto, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve avanço de 9,3% ou 1,1 milhão de pessoas.
Também no mercado de trabalho informal, os empregadores sem CNPJ permaneceram estáveis frente ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2021.
O número de trabalhadores por conta própria sem CNPJ teve movimento diferente e recuou 2,9% frente ao trimestre anterior e foram menos 563 mil pessoas e 4,1% em relação ao trimestre terminado em novembro de 2021 ou menos 796 mil.
Ainda de acordo com o IBGE, esses resultados provocaram impacto de 0,8 p.p. da taxa de informalidade, que chegou a 38,9%, sendo a menor desde o trimestre terminado em novembro de 2020 ou 38,7%.
A proporção corresponde a um contingente de 38,8 milhões de trabalhadores informais.