Brasileiro eleva consumo em 2,2% no 1º semestre
Segundo a Abras, cesta com os 35 alimentos mais consumidos ficou 10,41% mais cara
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Para amenizar alta da inflação, consumidor realizou compras mais planejadas. (Foto: Agência Brasil)
O índice do Consumo nos Lares Brasileiros, medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), encerrou o primeiro semestre com alta de 2,20%.
Na comparação de junho ante maio, o indicador apresentou alta de 0,10%. Em relação a junho de 2021, a alta é de 6,03%.
Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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De acordo com a Abras, no primeiro semestre o consumidor optou por produtos de marca própria dos supermercados, com preços entre 20% e 30% mais baixos.
Também foi notada a preferência do consumidor por embalagens que apresentavam maior economia ou melhor valor agregado.
“A intensificação de ofertas nos supermercados e ampla variedades de marcas somadas aos recursos extras injetados na economia e a queda na taxa de desemprego impulsionaram o Consumo nos Lares Brasileiro no primeiro semestre”, avalia a Abras, em nota emitida hoje (dia 11).
Enfrentar a Inflação
Segundo a Abras, para enfrentar a alta da inflação dos alimentos, o consumidor realizou compras mais planejadas, trocou marcas e buscou promoções. Também o varejo intensificou as negociações comerciais com os fornecedores, ampliou o número de marcas e ofertou descontos nas lojas.
“Com renda mais restrita, o consumidor não pode errar e, por isso, ele tem mais resistência a trocar de marca. Porém, o produto de marca própria tem alta qualidade, preço competitivo e ajuda a compor a cesta de abastecimento”, explica o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.
Tendência de alta no segundo semestre
Segundo Milan, o pagamento do pacote de benefícios aprovados pelo Congresso Nacional deve aumentar o consumo nos lares nos próximos meses, com cerca de 50% a 60% dos valores liberados pelo governo sendo destinados à cesta de consumo.
De acordo com os dados da Abras, o valor da cesta de 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza) sofreu com o impacto da invasão da Ucrânia, clima adverso e altos custos de produção e transporte, e acumulou alta de 10,41%.
Com isso, o preço médio da cesta nacional chegou a R$ 773,44 em junho.
As altas mais expressivas no semestre foram puxadas por batata (55,81%), cebola (48,13%), leite longa vida (41,77%), feijão (40,97%) e queijo muçarela (36,10%).