INPI teve 369 pedidos de patentes para fertilizantes nitrogenados em 11 anos

    Número representa cerca de 1% das solicitações mundiais, aponta estudo Radar Tecnológico de Fertilizantes

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    Inpi diz que no Brasil, pedidos de patente priorizam os fertilizantes sólidos, seja na forma granular. (foto - Getty Images)

    Inpi diz que no Brasil, pedidos de patente priorizam os fertilizantes sólidos, seja na forma granular. (foto - Getty Images)

    08deFevereirode2023ás14:32

    O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) publicou em janeiro o Radar Tecnológico de Fertilizantes, estudo elaborado no âmbito do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF). 

    O documento compila informações sobre tecnológicas de patentes acerca da cadeia produtiva de fertilizantes, mais especificamente para as cadeias de Nitrogênio, Fósforo e Potássio (NPK).

    O PNF foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho Interministerial, instituído pelo Decreto nº 10.605/2021, e visa fortalecer políticas de incremento da competitividade da produção e da distribuição de fertilizantes no Brasil.

    O Radar é dividido em duas etapas: a primeira com o objetivo de apresentar uma avaliação do cenário internacional em comparação com o do Brasil.

    E a segunda parte com foco no diagnóstico da cadeia produtiva no Brasil, compreendendo temas divididos em seis linhas de ação: Nitrogênio; Fósforo; Potássio; Cadeias Emergentes; Ciência, Tecnologia e Inovação; e Sustentabilidade Ambiental.

    Nesse contexto, o INPI ficou responsável pela realização de estudos em bases de informações tecnológicas e a compilação delas no Radar Tecnológico de Fertilizantes.

    Partindo de uma amostra de 174 mil documentos de patentes de fertilizantes, foram realizados dois tipos de análise para os fertilizantes NPK: o primeiro foi a avaliação dos pedidos de patente no plano global.

    Posteriormente, o INPI análise os pedidos de patente depositados no Brasil por residentes e não residentes, a fim de dar suporte ao diagnóstico nacional.

    Cenário Brasil

    No Brasil, o INPI encontrou 369 depósitos de patentes, entre 2010 e 2021, para fertilizantes nitrogenados.

    Os depositantes desses pedidos são oriundos de Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Holanda, Noruega, Canadá e França. Destacam-se empresas como Yara, Basf, Koch e Rhodia.

    Ainda segundo o estudo, pedidos relacionados aos fertilizantes contendo ureia (que são o mais consumido no Brasil) lideraram no período.

    Também foram mais recorrentes os compostos e aditivos para regular a urease e a nitrificação no solo, os fertilizantes contendo sais de amônia ou a própria amônia (como o nitrato de amônia) e misturas de fertilizantes.

    Entre os fertilizantes nitrogenados há relevante presença de componentes orgânicos. A presença de enxofre nas composições também é frequente, bem como de micronutrientes como cobre, boro, zinco.

    Quanto ao desenvolvimento de tecnologias voltadas para a forma de apresentação dos fertilizantes há predominância dos fertilizantes sólidos, seja na forma granular, em pó ou pellet e também a utilização de revestimento, laminação e encapsulamento.

    “Ainda, merecem destaque as tecnologias de anti-dusting destinadas a evitar perdas antes da aplicação do fertilizante no solo”, diz o INPI.

    Uma curiosidade apontada no Radar é que boa parte dos depósitos analisados no período não se refere a produtos desenvolvidos especificamente para as condições da agricultura tropical brasileira. 

    Análise mundial

    Já a análise mundial apresenta uma visão geral do estado da técnica das tecnologias em questão, evidenciando o volume de invenções no plano global e os principais depositantes, que refletem os atores com maior destaque em pesquisa e desenvolvimento na área.

    “Em relação aos fertilizantes nitrogenados foi gerado um banco de dados para análise de quase 30.000 pedidos de patente depositados no mundo entre 2010 e 2021. Os países que mais geraram pedidos de patente no mundo foram China, Estados Unidos e Alemanha”, diz o estudo.

    Ainda segundo a publicação, é “relevante o número de depósitos acerca do reaproveitamento de dejetos animais e de resíduos urbanos (como o lodo de tratamento de esgoto), de turfa, de subprodutos a partir da cadeia sucroalcooleira e de etapas de tratamento biológico para preparar fertilizantes”.

    O Radar Tecnológico inclui ainda um panorama de tecnologias de produção de amônia verde e amônia azul e pode ser conferido na íntegra no site do INPI. 

     

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