Indicador de soja registra menor média mensal desde 2020, diz Cepea
Milho seguiu ‘caminho’ em abril, e operou nos mesmos patamares de 2020
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Cepea/USP alerta que impacto desse contexto sobre rentabilidade de sojicultores será expressivo nos próximos meses. (foto - CNA/Senar)
Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) apontam que na última semana de abril, os Indicadores da soja ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná registram os menores patamares nominais desde agosto de 2020.
De acordo com informações divulgadas nesta terça (dia 2), as médias mensais de abril, em termos reais (deflacionameto pelo IGP-DI, de mar/23), por sua vez, são as mais baixas desde março de 2020, sinal de que os atuais preços de comercialização são similares a um poder aquisitivo verificado há três anos.
De acordo com o Cepea, oCepeCepe sobretudo no caso dos que não fizeram vendas antecipadas, optando pela negociação em período de colheita, quando, sazonalmente, as cotações são pressionadas.
Enquanto isso no Exterior...
Já na reabertura da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT, na sigla em inglês) os preços da soja operam mais altos nesta terça-feira., mostrando que o mercado está mais competitivo após as perdas recentes.
Saiba mais
Exportações sustentam boi gordo em 2026Porém, nesta semana, o ponto de atenção é o futuro dos juros norte-americanos já que Federal Reserve (Fed), banco central daquele país, definirá o rumo da política monetária amanhã.
Hoje, os contratos com entrega em julho operam com alta de 1,25 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,08%, cotados a US$ 14,28 3/4 por bushel. Os contratos com entrega em agosto operam com avanço de 1,25 centavos, ou 0,09%, em relação ao fechamento anterior, cotados a US$ 13,71 3/4 por bushel.
E o milho?
De volta ao Brasil, a análise do Cepea é que também os preços do milho seguem em queda voltando a operar nos patamares nominais observados em 2020.
Boletim divulgado hoje, revela que, em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou queda diária consecutiva em todo mês de abril.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é resultado do aumento da disponibilidade doméstica do cereal e/ou da flexibilidade nos preços de venda e nos prazos de pagamento e de entregas por parte de produtores.
Além disso, compradores estão afastados das aquisições, à espera de novas desvalorizações do cereal, fundamentados na possível colheita recorde na segunda safra deste ano – atualmente, a produção é estimada pela Conab em 95,32 milhões de toneladas, 11% a mais que em 2022.