Cotação do trigo busca sustentação em piora da lavoura nos Estados Unidos

    Contudo, Rússia elevou previsão de safra e Brasil tem oferta confortável

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    Rússia elevou a previsão sobre produção de trigo para 92,1 milhões de toneladas contra a estimativa anterior de 87,1 milhões de toneladas. (foto - divulgação)

    Rússia elevou a previsão sobre produção de trigo para 92,1 milhões de toneladas contra a estimativa anterior de 87,1 milhões de toneladas. (foto - divulgação)

    22deAgostode2023ás16:03

    A cotação do trigo acumula baixa de 5,56% no mês até ontem (dia 21) e pode seguir em queda mesmo com a piora das condições das lavouras do cereal nos Estados Unidos e na Europa.

    Segundo o Cepea, o trigo vem sendo negociado na casa dos R$ 1.270 por tonelada no Paraná, o menor patamar nominal desde outubro de 2020. Além da desvalorização externa do cereal, a pressão vem da maior disponibilidade de trigo no País diante do avanço da colheita.

    Assim, o preço da tonelada de trigo foi negociado a R$ 1271,86 no Paraná e a R$ 1.269,03 no Rio Grande do Sul. Vale lembrar que o mesmo valor era de R$ 2.180,7 em junho do ano passado.

    No mercado internacional, os valores do trigo foram influenciados por indicações de maior volume exportado pela Rússia na semana passada. O país elevou a previsão sobre a produção de trigo para 92,1 milhões de toneladas contra a estimativa anterior de 87,1 milhões de toneladas.

    Cotação do trigo hoje em Chicago

    Os contratos do trigo operam com preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) de hoje. Diante da perspectiva de menor rendimento pelas condições climáticas nos Estados Unidos e na Europa, o mercado estende os ganhos registrados mais cedo.

    O forte desempenho das bolsas de valores europeias e a deterioração das lavouras norte-americanas contribuem para impulsionar os preços. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo primavera.

    Segundo o USDA, até 20 de agosto, 38% estão entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 42%), 39% em situação regular e 23% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 42%, 38% e 20%, respectivamente.

    O USDA também divulgou o relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo de inverno. Até 20 de agosto, a colheita estava apontada em 96%. Na semana passada, eram 92%. Em igual período do ano passado, o número estava em 94% e a média dos últimos cinco anos é de 96%.

    Os contratos futuros de trigo com entrega em setembro estão cotados a US$ 6,04 1/4 por bushel, alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,83%, em relação ao fechamento anterior.

    Os contratos com entrega em dezembro de 2023 operam com avanço de 5,25 centavos de dólar, ou 0,83%, cotados a US$ 6,30 3/4 por bushels.

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