Com avanço da moagem, cotação do açúcar continua em queda

    Preços caíram na primeira semana de junho por conta do aumento da oferta

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    Com avanço da moagem, cotação do açúcar continua em queda
    11deJunhode2024ás11:27

    Na primeira semana de junho, os preços médios do açúcar voltaram a cair, assim como foi no mês passado. Segundo pesquisadores do Cepea, a queda está fortemente associada ao avanço da colheita de cana-de-açúcar e da moagem para produção do açúcar. Além disso, a estabilidade dos preços do etanol torna mais favorável a produção do combustível em detrimento do adoçante.

    No último mês, as colheitas no interior paulista avançaram com bastante força, em conjunto com a moagem e a produção do açúcar cristal, aumentando a disponibilidade de açúcar no mercado. Dessa forma, o mercado conta com uma oferta exagerada do adoçante, principalmente do tipo Icumsa 180, que causa uma queda nos preços.

    Além disso, o clima nas principais regiões produtoras têm sido muito favorável, com calor, tempo seco, firme, e sem nenhuma chance de chuvas. Esses fatores fazem com que a safra 2024/25 tenha um bom andamento e avance com regularidade.

    Do lado da demanda, a procura por parte dos compradores se mantém no mesmo nível, com estabilidade em relação ao mês anterior. De acordo com os pesquisadores do Cepea, agentes do mercado buscam negociar apenas os lotes necessários para consumo imediato, acreditando em novas quedas na cotação em um curto período de tempo.

    Preços do açúcar

    A cotação do açúcar cristal branco em São Paulo caiu 0,64% no acumulado mensal até aqui, com valor de R$ 134,94 por saca de 50 kg. Porém, a cotação se recuperou levemente da queda do começo do mês, que trazia uma desvalorização somada de 1,1%. No mês passado, a queda na cotação foi de 5,39%.

    Já no porto de Santos, o cenário é completamente oposto. Após o fechamento do mês de maio, que teve um recuo de 3,98% no acumulado do mês, a cotação subiu 1,11% até a segunda-feira (11). O preço já caiu em relação ao pico do mês, registrado na última quinta-feira (6), quando os preços subiram 2,95% e atingiram o valor de R$ 135,85 por saca de 50 kg.

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