Área tratada com defensivos cresceu 10,5% no Brasil em 2023, segundo pesquisa

    Estudo aponta aumento no uso de defensivos como consequência da proliferação de pragas no território brasileiro

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    Área tratada com defensivos cresceu 10,5% no Brasil em 2023, segundo pesquisa
    17deJunhode2024ás12:58

    A área tratada com defensivos agrícolas cresceu 10,5% em 2023 em comparação com o ano anterior, segundo um estudo feito pelo Sindicato Nacional da Indústria para Defesa Vegetal (Sindiveg), encomendado pela Kynetec Brasil. De acordo com a pesquisa, os principais motivos para este aumento foram a expansão da área plantada no país, em conjunto com as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ano.

    Em relação ao volume total de defensivos utilizados no ano passado para controle de pragas, doenças e plantas daninhas, houve um crescimento  de 9,5%, indo de 1.301.537 toneladas em 2022 para 1.424.588 toneladas em 2023. Deste número total, 47% foram herbicidas, 22% fungicidas, 22% inseticidas, 1% tratamentos de sementes e 8% outros.

    A soma utilizada corresponde a 2,24 bilhões de hectares tratados, impulsionados pelo aumento da área cultivada no território brasileiro.

    Quais cultivos utilizaram mais defensivos?

    A pesquisa considera a metodologia própria do Sindiveg, que projeta os dados do mercado de defensivos em PAT (produto por área tratada). Este conceito destaca o volume que de fato é utilizado pelo produtor e o número de aplicações de defensivos na área plantada. Vale ressaltar que os dados de 2023 representam parte dos dados da safra 2022/23 e 2023/24 somados.

    Sendo assim, a área PAT dividida por cultivos teve como principal produto a soja, com 55% do perímetro, em seguida o milho (18%), algodão (7%), pastagem (6%), cana (4%), trigo (3%) e outros (3%).

    Quais pragas mais atingiram os cultivos?

    Ao longo do ano de 2023, o país sofreu com grandes mudanças climáticas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o aumento das chuvas — que foram acima da média para a região durante os períodos — causou um aumento nas infestações fúngicas. Enquanto no Centro-Oeste, o clima seco viabilizou a proliferação de pragas.

    Expectativas para a safra 2023/24

    Durante a atual safra, a evolução dos cultivos em relação ao uso de defensivos agrícolas deve demonstrar uma queda de 12,6% em relação à safra anterior, de 2022/23, indo de US$ 22 bilhões para US$ 19 bilhões. Estes valores são divididos entre soja (51%), milho (14%), cana (10%), algodão (7%), pastagem, hortifruti e trigo (3%), citros, feijão, arroz e outros (2%).

    Já em PAT, é esperado um crescimento de 7,6%, com 2,317 bilhões de hectares, divididos entre os cultivos de soja (56%), milho (16%), algodão (8%), pastagem (6%), cana (4%), trigo (3%), e outros. A área cultivada da soja, por exemplo, deve ter um crescimento de 4%, com mais de 45 milhões de hectares.

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