Colheita do milho avança, mas negociações seguem com ritmo lento
Apesar do aumento da oferta, compradores aguardam maiores desvalorizações para ingressar nos negócios no mercado spot
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As colheitas de milho continuam avançando no Brasil, tanto da primeira quanto da segunda safra, e possuem um ritmo mais acelerado em relação ao ano passado. O clima quente e seco na maior parte das regiões produtoras contribuiu para o aumento da velocidade da colheita. Por outro lado, a demanda segue em baixa, enquanto compradores aguardam maiores quedas nos preços para comprar novos lotes
O clima, quente e seco, deve continuar por algum tempo, o que deve contribuir para uma forte oferta do cereal durante as próximas semanas. Os negócios devem se intensificar, visto que com a maior oferta os preços devem cair, e mais agentes mercadológicos devem ingressar nas negociações.
Porém, é comum que, com o bom andamento das colheitas, produtores priorizem a entrega de contratos e lotes negociados antecipadamente, deixando de lado as negociações no spot e reduzindo a oferta a pronta entrega.
Saiba mais
Exportações sustentam boi gordo em 2026Além disso, há também uma boa parte que prefere focar na colheita, se retraindo de quaisquer negociações, mas se mantendo atento à possíveis quedas de produtividade devido ao clima adverso durante o desenvolvimento, para poder julgar o cenário e tomar as melhores decisões a respeito das vendas.
De acordo com os pesquisadores do Cepea, produtores esperam um aumento da demanda internacional nos até o meio de julho, o que deve intensificar as exportações e pode aumentar as cotações no mercado externo.
Até o dia 16 de junho, segundo a Conab, as médias das colheitas de primeira e segunda safra em todo o país atingiram 88,1% e 13,1%, respectivamente. Esses valores representam aumentos de 1% e 7,8$ em relação à safra anterior.
Preços do milho hoje
Na última cotação, registrada na sexta-feira (21), os preços tiveram um leve recuo de 0,03%. As cotações do milho registram uma forte queda no mês de junho, cerca de 2,07% com preço de R$ 58,13.
Porém, na última semana, as cotações tiveram uma recuperação, com crescimento de 0,69%.