Arábica e robusta têm "empate técnico" de preços pela primeira vez na história

    Paridade pode alterar a distribuição das espécies nas principais áreas cafeeiras do Brasil

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    Arábica e robusta têm "empate técnico" de preços pela primeira vez na história
    29deAgostode2024ás17:13

    O mercado de café no Brasil vive um momento inédito com um “empate técnico” entre os preços do café arábica e do conilon/robusta, algo nunca registrado em 23 anos da série histórica do Cepea.

    Segundo o órgão, o preço do café conilon chegou a 99,34% da cotação do arábica, historicamente mais caro por ser considerado de melhor qualidade.

    Para se ter ideia, no início da série histórica em novembro de 2001, esse percentual era de 50,5%.

    Atualmente, a saca de 60 kg de café arábica está sendo negociada a R$ 1442,72, enquanto a do conilon/robusta alcançou R$ 1433,34, resultando em uma diferença de apenas R$ 9,38 ou 0,66% (atualizado dia 29, às 19h).

    Essa proximidade de preços reflete uma tendência que vem se acentuando nos últimos anos, com a variedade robusta ganhando valor em relação ao arábica.

    Em março de 2024, por exemplo, o preço do robusta já representava cerca de 90% do valor do arábica, uma relação que até pouco tempo atrás era significativamente menor.

    As razões por trás dessa mudança incluem o aumento da demanda pelo robusta, impulsionado pela substituição parcial do arábica em blends de café, e variações na produção devido a condições climáticas e colheitas.

    Essas dinâmicas têm contribuído para uma valorização do robusta, ao passo que o arábica enfrenta pressão em suas cotações devido à produção elevada e à menor demanda.

    Essa situação é um marco para o mercado de café, evidenciando como fatores econômicos e de mercado podem impactar a relação entre duas das principais variedades de café produzidas no Brasil.

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