Portos do Arco Norte desafiam hegemonia do Arco Sul na exportação de grãos

    Região dos portos acima do paralelo 16ºS respondeu por quase 40% dos embarques de soja e milho

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    Portos do Arco Norte desafiam hegemonia do Arco Sul na exportação de grãos
    30deDezembrode2024ás16:36

    Os portos do Arco Norte exportaram 39% de toda a carga de milho e soja que saiu do país entre janeiro e outubro deste ano, o que representa 47,7 milhões de toneladas.

    Os números foram coletados no Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que contabiliza a movimentação portuária no país mês a mês.

    Segundo o diretor presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (AMPORT), Flávio Acatauassú, o resultado impressiona ainda mais quando se observa o quadro de seca severa pela qual a região vem passando nos últimos meses.

    “Somos resilientes e estamos preparados para crescer cada vez mais, mesmo após um período de seca histórica que vivemos no segundo semestre de 2024”, explicou.

    Segundo o executivo, o crescimento das exportações via Arco Norte é fruto de anos de intenso trabalho na região, com amplos investimentos em infraestrutura, sustentabilidade e o que há de mais moderno no setor.

    “Os portos do Arco Norte mostram resultados que só crescem na última década. Temos uma vocação natural na nossa região, com amplos rios navegáveis e estamos sempre investindo pesado para a melhoria dos nossos serviços”, frisou.

    Evolução do Arco Norte 

    Assim, o Brasil tem registrado um aumento expressivo na movimentação de grãos pelos portos do Arco Norte, desafogando os tradicionais portos do Arco Sul e redefinindo o panorama logístico do país.

    Arco Sul vs Arco Norte

    De acordo com dados da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) e do Antaq, os portos do Arco Norte, como Miritituba, Barcarena e Santarém, têm expandido sua capacidade, atraindo maior volume de cargas provenientes do Centro-Oeste e Norte do Brasil.

    Enquanto os portos do Arco Sul, como Santos (SP) e Paranaguá (PR), ainda lideram em volume absoluto de exportações, observa-se uma redução progressiva de sua participação relativa no total nacional.

    Esse movimento é impulsionado por investimentos significativos em infraestrutura no Arco Norte e pela maior proximidade dessas regiões aos principais mercados consumidores da Europa e Ásia.

    Portos Amazônicos 

    O destaque da região fica por conta de Pará e Amazonas.

    Segundo os dados coletados no boletim da ANTAQ, de todas as exportações de milho e soja escoadas via Arco Norte entre janeiro e outubro, 59,4% foram movimentações via portos amazônicos, o que inclui os portos do Pará e do Amazonas.

    Se for considerado apenas o milho, 80% de todas as exportações do Arco Norte saíram via Pará e Amazonas.

    “Essa movimentação nos orgulha e nos enche de mais entusiasmo para continuarmos trabalhando ainda mais pelo crescimento do setor no Arco Norte. Atualmente, temos uma capacidade instalada de 52 milhões de toneladas e já há investimentos em andamento para mais 48 milhões de toneladas de granéis”, disse Acatauassú.

    Segundo ele, a região que está acima do paralelo 16’ terá capacidade de 100 milhões de toneladas de grãos nos próximos cinco anos.

    "Estamos preparados para essa crescente demanda e nos modernizando ainda mais para continuarmos crescendo de forma competitiva”, finalizou.

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