Impacto da estiagem nas lavouras da Região Sul já é visto do espaço

    Centro-Oeste terá condições favoráveis para iniciar a colheita

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    Impacto da estiagem nas lavouras da Região Sul já é visto do espaço
    24deJaneirode2025ás17:01

    Imagens de satélite revelaram as condições das safras de verão nos principais estados brasileiros, com destaque para a potencial quebra de safra na Região Sul.

    Por meio da técnica conhecida como índice de vegetação (NDVI), a EarthDaily Agro alerta que a seca persistente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná já é visível nas lavouras mesmo do espaço.

    Por outro lado, a tecnologia aponta produtividade de até 4,8 toneladas por hectare na Bahia e 3,9 toneladas por hectare no Rio Grande do Sul.

    A produtividade média de grãos no Brasil na safra 2024/2025 ficou na casa dos 3,7 toneladas por hectare, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Região Sul

    No estado gaúcho, a umidade do solo diminuiu drasticamente nas últimas semanas, e mesmo com previsão de chuva nos próximos dias, o volume esperado parece insuficiente para recuperar as condições das lavouras.

    satélite RS

    O NDVI apresenta sinais de deterioração, embora em níveis melhores que os dos anos críticos de 2022 e 2023.

    Até meados de dezembro, o volume de chuvas em Santa Catarina foi considerado satisfatório.

    No entanto, a seca ganhou força em janeiro, causando deterioração evidente no NDVI, ainda que este esteja em níveis superiores aos de 2022.

    No Paraná, desde o final de dezembro, as lavouras  têm apresentado dinâmica negativa no índice de vegetação, indicando uma possível quebra de safra para o ciclo atual.

    Centro-Oeste

    Os estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais apresentam perspectivas otimistas em relação ao potencial produtivo, com o NDVI indicando boa evolução das lavouras.

    No Mato Grosso, o NDVI apresenta evolução favorável, superior ao desempenho observado no ciclo de 2023, ano em que a produtividade foi 7% superior à tendência histórica.

    Com base nos dados mais recentes, estima-se uma produtividade de 3,91 toneladas por hectare, o que, caso confirmado, representará um recorde para o estado.

    satelite MT

    "Nos próximos dias, o volume de chuvas inferior à média pode contribuir para as operações de campo (colheita da soja e plantio do milho safrinha)”, comenta Felippe Reis, analista de culturas da EarthDaily Agro.

    No Mato Grosso do Sul, o acumulado de precipitação desde 15 de dezembro lembra os anos ruins de 2022 e 2024, ambos marcados por quebras de safra.

    O NDVI no estado aponta condições piores que as registradas em 2024, quando houve uma perda de 15% da produtividade.

    Outro destaque no cenário produtivo é a Bahia, que projeta produtividade recorde de 4,8 toneladas por hectare, representando aumento de 27% em relação ao ciclo anterior.

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