Argentina confirma caso de influenza aviária em aves domésticas
Doença ressurge no continente após aparente ausência de novos casos

A Argentina confirmou um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves de traspatio na província de Chaco, após realizar análises em amostras de galinhas, perus e patos do município de Tres Isletas.
Segundo o Senasa (Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar) da Argentina, o país não registrava novos surtos da doença ao menos desde o ano passado.
Vale lembrar que o último surto significativo de gripe aviária ocorreu em 2023. Naquela ocasião, foi tomada a decisão de encerrar as exportações.
Além disso, houve regiões onde mais de 630 mil frangos tiveram que ser sacrificados.
A partir da confirmação, a autoridade sanitária argentina colocou em prática o protocolo sanitário estabelecido para evitar a propagação da doença.
As medidas incluem a intervenção na propriedade afetada, o despovoamento e a adoção de medidas de higiene e desinfecção do local.
"É importante destacar que a presença dessa doença em aves de traspatio não afeta o status sanitário do país nem as atividades comerciais”, afirmou o órgão em nota.
A Senasa recomendou também que todos os estabelecimentos avícolas reforçarem as medidas de manejo, higiene e biossegurança, a fim de prevenir a entrada e a disseminação do vírus.
"Além disso, quem tiver aves domésticas deve mantê-las em espaços protegidos para evitar contato com as aves silvestres; higienizar e desinfetar periodicamente os galinheiros; e restringir o acesso de aves silvestres a fontes de água e comida em criações familiares”, informou.
Rastro de prejuízo
Nos últimos dois a três anos, a influenza aviária de alta patogenicidade tem apresentado um avanço significativo em diversas regiões do mundo.
Entre 2021 e 2022, houve aumento expressivo dos casos na Europa, Ásia e África, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Esse cenário levou vários países a adotarem medidas mais rígidas de vigilância e a realizarem abates preventivos em grande escala para conter a disseminação do vírus.
Na América Latina, a doença passou a ser registrada com maior frequência a partir de 2022, quando foram confirmados surtos em países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai.
O Brasil, no entanto, não registrou casos em instalações comerciais de produção de aves.
Autoridades sanitárias também ampliaram a vigilância epidemiológica e o controle em fronteiras, além de recomendarem medidas preventivas rigorosas em granjas e criatórios familiares, com o objetivo de evitar a transmissão entre aves silvestres e domésticas.
