Como a tensão entre Irã e EUA pode mexer com o agronegócio brasileiro
Setor acompanha com cautela e apreensão os desdobramentos das negociações entre os países, com risco de impacto direto no petróleo, dólar e insumos agrícolas
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Em um mundo conectado por cadeias logísticas altamente globalizadas, instabilidades ocorridas do outro lado do planeta impactam diretamente o agronegócio brasileiro, como ondas de choque.
É justamente o que vem acontecendo no contexto das recentes negociações entre o Irã e os Estados Unidos, seguidas de alertas nos mercados globais nas últimas semanas.
A tensão se intensificou após o aumento da presença militar norte-americana na região, com riscos de escalada bélica e negociações nucleares ainda difíceis e lentas.
O último movimento, no entanto, trouxe algum alívio, sobretudo ao mercado de fertilizantes, após anúncio de ambas as partes de que houve “certo progresso” nas negociações entre as potências, conforme noticiado pelo Agro Estadão.
Uma das formas mais diretas pelas quais esse cenário pode afetar o agro está nos preços do petróleo e dos combustíveis em geral. Nos últimos dias, e diante das incertezas, o preço do barril de petróleo subiu mais de 4%, refletindo temores de interrupções no abastecimento global caso o conflito escale.
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A cotação do petróleo Brent ultrapassa os US$ 70 na manhã desta quinta-feira (19).