Cotação de grãos: milho segue em baixa e soja recupera parte da queda

Segundo o Cepea, previsão de safra e da demanda determinaram oscilações

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Cotação de grãos: milho segue em baixa e soja recupera parte da queda
11deAbrilde2022ás11:55

As cotações da soja e do milho registram movimentações opostas na última semana, segundo os indicadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq.

Enquanto o milho completou a quinta semana consecutiva de queda nos preços, saindo de R$ 103,57 em 11 de março para R$ 89,02 na última sexta-feira (dia 8), a soja recuperou parte da redução observada nas semanas anteriores. A oleaginosa alcançou R$ 203,15 no dia 11 de março, caiu a R$ 178,54 em primeiro de abril e retomou nível de R$ 184,13.

Milho

Uma das explicações para o caso do milho é que a produção nacional da segunda safra deve ficar acima das expectativas iniciais, podendo ser recorde. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário tem afastado compradores do spot brasileiro, mantendo os preços do cereal em queda.

Muitos consumidores paulistas sinalizam ter estoques confortáveis para o curto prazo. Segundo os dados divulgados pela Conab na quinta-feira, 7, a segunda safra brasileira 2021/22 de milho está estimada em 88,53 milhões de toneladas, que, se confirmada, será um recorde e 45,8% maior que a da temporada 2020/21.

O incremento está relacionado ao aumento da área e ao clima favorável até o momento.

Soja

As cotações da soja registraram baixa nesta parcial de abril, conforme indicam dados do Cepea. Entre 31 de março e 8 de abril, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná cederam 1,14% e 0,78%, com respectivos fechamentos de R$ 184,13 e de R$ 180,90/saca de 60 kg na sexta-feira, 8.

Segundo pesquisadores do Cepea, o recuo esteve atrelado à oscilação cambial, à finalização da colheita no País e à menor demanda pela oleaginosa brasileira. No entanto, as baixas foram limitadas pelas recentes chuvas no Sul do Brasil (que estão prejudicando a colheita), pelos reajustes de oferta e demanda realizados pela Conab e pela retração vendedora.

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