Banco do Brasil estrutura crédito para agricultura regenerativa com MyCarbon e Brandt

    Convênio combina financiamento, assistência técnica e certificação para apoiar práticas regenerativas e a geração de créditos de carbono no campo

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    Banco do Brasil estrutura crédito para agricultura regenerativa com MyCarbon e Brandt
    26deDezembrode2025ás15:30

    A adoção de práticas agropecuárias regenerativas ganhou um novo instrumento de financiamento no país.

    A MyCarbon, subsidiária da Minerva Foods voltada à originação e comercialização de créditos de carbono, firmou um convênio com o Banco do Brasil e a Brandt para apoiar produtores rurais na implementação de tecnologias associadas à produtividade, à resiliência climática e à redução de emissões, com possibilidade de geração de créditos de carbono.

    A iniciativa combina crédito rural, assistência técnica e certificação ambiental.

    Na prática, os produtores poderão acessar linhas de financiamento para aquisição de bioinsumos, nutrição vegetal, recuperação de pastagens e conservação florestal, entre outras frentes.

    Os recursos serão ofertados pelas agências do Banco do Brasil ou por seus correspondentes bancários, mediante aprovação conjunta das três instituições envolvidas no convênio.

    Além do financiamento, o modelo prevê a análise personalizada do perfil produtivo das propriedades e do carbono presente no solo, acesso a consultoria técnica especializada em nutrição e manejo agrícola e suporte para certificação e geração de créditos de carbono no mercado voluntário.

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    Divisão de responsabilidades

    No desenho operacional da parceria, o Banco do Brasil ficará responsável pela análise cadastral e pela aprovação do crédito. A Brandt atuará na consultoria agronômica, apoiada por suas tecnologias nutricionais, biossoluções e soluções de aplicação.

    Já a MyCarbon será responsável pela certificação e pela comercialização dos créditos de carbono, além de atuar como certificadora independente da CPR Preservação.

    Para Marta Giannichi, diretora da MyCarbon, o convênio busca consolidar um modelo produtivo que una desempenho econômico e agenda climática.

    “O convênio reflete a importância de unir instituições financeiras, tecnologia agrícola e gestão climática em prol de uma produção responsável. Estamos construindo caminhos para que o produtor rural seja protagonista na mitigação e adaptação das mudanças climáticas e no fortalecimento da agricultura regenerativa.”

    Na avaliação de Alberto Martinhago Vieira, diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, a parceria reforça o papel da instituição no financiamento de práticas sustentáveis no campo.

    “A parceria com a MyCarbon e a Brandt reforça o compromisso do Banco do Brasil com a promoção de uma agropecuária sustentável e inovadora. Ao oferecer crédito direcionado e apoio técnico especializado, estamos viabilizando práticas regenerativas que aumentam a produtividade, preservam o meio ambiente e contribuem para a geração de créditos de carbono. Essa iniciativa fortalece nosso papel como agente de desenvolvimento e como parceiro estratégico do produtor rural na construção de um futuro de baixo carbono.”

    Crédito, tecnologia e mercado de carbono

    A proposta do convênio é oferecer ao setor agropecuário uma solução integrada que combine rentabilidade, segurança operacional e sustentabilidade ambiental, em linha com as exigências globais e com os compromissos de descarbonização assumidos por diferentes cadeias produtivas.

    Segundo Flávio Cotrin, diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado da Brandt Brasil, o avanço do mercado de carbono e das práticas regenerativas tende a se consolidar como vetor estratégico do agronegócio.

    “O futuro da agricultura passa, inevitavelmente, por um mercado de carbono e por práticas regenerativas que conciliem produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Este convênio reforça o compromisso da BRANDT em apoiar o produtor brasileiro com tecnologia, nutrição de alta performance e consultoria técnica especializada, criando condições para que ele seja protagonista na transição para uma agricultura de baixo carbono. Mais do que uma tendência, enxergamos esse movimento como um dos principais pilares de planejamento estratégico do agronegócio nas próximas décadas.”

     

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