MS reduz ordenha de leite em 12% por altos custos de insumos, diz Famasul

Produção menor no primeiro trimestre ocorreu mesmo com aumento do valor pago ao produtor

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MS reduz ordenha de leite em 12% por altos custos de insumos, diz Famasul
03deMaiode2022ás11:28

O primeiro trimestre de 2022 registrou uma redução de 12,48% na captação de leite nos produtores do Mato Grosso do Sul, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Entre os meses de janeiro e março, o volume de leite captado foi de 43,8 milhões de litros de leite em 2022, contra 50 milhões no mesmo período em 2021. Para técnica do Sistema Famasul, Fernanda Oliveira, a menor captação é um indicativo de menor produção no campo.

“E pode ser reflexo dos altos custos de produção, principalmente dos insumos que compõem a alimentação animal, como farelo de soja e milho", alerta.

O valor médio do leite pago ao produtor rural cresceu 14,55% de acordo com dados da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

No primeiro trimestre deste ano o preço por litro foi de R$ 1,96. No mesmo período de 2021, foi de R$ 1,71/litro.

Derivados

O coordenador da Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, Nivaldo Passos, reconhece que o cenário é desafiador e que o caminho é encontrar alternativas no campo como, por exemplo, produtos lácteos de maior valor agregado.

“A atividade de Agroindústria cada vez mais está presente nas propriedades de leite justamente para agregar maior valor na mercadoria através do processamento para a produção de derivados. A ATeG  oferece assistência nessa vertente”, destaca Nivaldo.

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