Aprosoja manifesta preocupação sobre Plano Safra 22/23

Antonio Galvan, presidente da Aprosoja Brasil, analisa cenário de indefinições sobre o crédito no agro

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Aprosoja manifesta preocupação sobre Plano Safra 22/23
31deMaiode2022ás10:57

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antonio Galvan, publicou nesta segunda (dia 30), no site da entidade, artigo com o título “Será que teremos um plano safra?” onde analisa cenário de incertezas quando o assunto é o crédito federal para o agronegócio. 

Para ele, o fato do Ministério da Economia ainda não ter sinalizado quais serão os recursos para o próximo Plano Safra 2022/2023 é motivo de preocupação em todo o setor - e mesmo após as declarações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de que o montante deverá chegar a R$ 320 bilhões.

“Recentemente assistimos a uma batalha no Congresso Nacional para aprovar uma suplementação orçamentária que tem o objetivo de retomar as operações de crédito do Plano Agrícola e Pecuário, também chamado de Plano Safra. Trata-se do PLN 1, que abriu crédito extraordinário para equalização dos juros (...) E embora seja uma vitória a ser comemorada, não cessou a grande batalha que se repete todos os anos na Esplanada dos Ministérios. Como agravante, nos assombrou a notícia de que o Ministério da Economia afirma não haver recursos previstos para equalizar os juros do próximo Plano Safra”, diz o artigo.

Galvan lembra ainda que, apesar do orçamento para a equalização das taxas de juros de crédito de custeio e investimentos e da subvenção ao prêmio do seguro rural ser estimado e definido pelo Mapa, a aprovação do orçamento depende do crivo do Ministério da Economia.

“Infelizmente, apesar da grande competência e arrojo do Mapa, não vemos a mesma abertura e percepção de benefício em contribuir com o setor mais estratégico do país por parte do Ministério da Economia”.

Para ele, a pasta: “não tem dado a devida atenção ao setor, que não parou durante a pandemia, manteve o PIB e a geração de empregos em tempos obscuros, produziu alimentos e renda para o povo brasileiro. Esperamos que isso mude, porque agora é a hora do reconhecimento, o momento em que o agro espera ser lembrado.” 

Lições dos anos anteriores

Ainda de acordo com o artigo, as últimas safras servem de aprendizado quando mostram que montante previsto pelo Mapa acabou sendo menor do que a demanda do mercado e que finalização dos empréstimos antes do final do ano safra, além de prejudicar “milhões de pequenos e médios produtores em todo o país”, exige '"grande mobilização para convencer e aprovar novos recursos suplementares”. “Na Safra 2021/2022, foram necessários R$ 868,49 milhões para destravar as operações, suspensas desde fevereiro.” 

O artigo ainda cita, além das negociações para o próximo Safra, existe a mobilização das entidades representativas dos produtores, e do Mapa, para a liberação de recursos destinados a renegociação de dívidas dos agricultores afetados pela seca e para a suplementação da subvenção ao seguro rural (totalizando R$ 1,110 bilhão).

“Será necessário com a máxima urgência um novo PLN do Executivo, a ser enviado para apreciação do Congresso e que precisa ser aprovado antes do final de junho, com o intuito de garantir recursos suficientes para manter em equilíbrio o setor”, diz outro trecho.

 

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