Brasil soma US$ 38,1 bilhões de superávit até julho

Milho, café e soja “puxam” crescimento de 66% nas exportações do agro brasileiro no mês

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Colheita de soja no Paraná. Crédito da imagem: Governo do Paraná.

Colheita de soja no Paraná. Crédito da imagem: Governo do Paraná.

18deJulhode2022ás17:43

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 38,10 bilhões no acumulado de 2022 até a terceira semana de julho, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (dia 18) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. 

Os números apontam para uma redução de 7,8% em relação ao período de janeiro a julho do ano passado, pela média diária.  

Já a corrente de comércio subiu 24,8%, na mesma comparação, atingindo US$ 324,10 bilhões.

Com isso, as exportações cresceram 20,3% (e somaram US$ 181,10 bilhões), enquanto as importações subiram 30,9% (e totalizaram US$ 143 bilhões). 

No mês, até a terceira semana, o superávit chegou a US$ 3,79 bilhões, em alta de 2,7% sobre julho de 2021. No período, as exportações cresceram 33,1%, somando US$ 16,98 bilhões, e as importações aumentaram 45,5%, somando US$ 13,19 bilhões.  

Agro puxa crescimento das exportações na parcial de julho 

As exportações do setor agropecuário puxam o crescimento no acumulado do mês, até agora, com alta de 66%, somando US$ 4,17 bilhões.

A expansão está relacionada, principalmente, pelo crescimento nas vendas de milho (não moído), de 183,3%, do café não torrado (de 89,9%) e a soja (57,8%).

Na Indústria Extrativa, as vendas aumentaram 2,6% até a terceira semana de julho, chegando a US$ 3,81 bilhões e na Indústria de Transformação, os embarques subiram 38,4%, atingindo US$ 8,96 bilhões.

Neste último, os maiores crescimentos foram registrados nas vendas de açúcares e melaços, com aumento de 65,3%, nos  óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, alta de 103,8%; e gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado, com elevação de 188,6%. 

Balanço aponta recuo de 0,3% das compras da agropecuária

Já do lado das importações, a Secex registrou recuo de 0,3% das compras da agropecuária, que somaram US$ 227,96 milhões. Apesar da redução na média diária geral, o balanço aponta para crescimento das entradas de trigo e centeio, não moídos (+32,1%),do  milho não moído, de 77,5%; e de frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, com alta de 22,5%. 

As importações da Indústria de Transformação, por outro lado, cresceram 48,6% no valor médio. O maior destaque deste grupo é a alta no valor médio diário dos adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, calculada em 187,9%. 

Segundo o Ministério da Economia, as importações de fertilizantes do Brasil envolveram US$ 1,857 bilhão até agora, em julho.

 

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