Alface sobe 36,56%: veja quais hortaliças e frutas pesaram no bolso em janeiro

    Levantamento da Conab aponta alta de preços em itens como cenoura, tomate e maçã, enquanto melancia, banana e batata registram queda nas Ceasas

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    Alface sobe 36,56%: veja quais hortaliças e frutas pesaram no bolso em janeiro
    25deFevereirode2026ás15:15

    O 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quarta-feira (25) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), detalha o comportamento dos preços de hortaliças e frutas nos principais mercados atacadistas do país em janeiro.

    Entre os produtos analisados, alface, cenoura, tomate e maçã registraram alta na média ponderada de preços na comparação com dezembro.

    Consumidores compram frutas após variação de preços nas Ceasas em janeiro

    A alface lidera as elevações, com aumento de 36,56%. Segundo a Conab, o avanço está diretamente ligado ao excesso de chuvas nas regiões produtoras.

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    As precipitações dificultam a colheita, provocam perdas no campo, comprometem a qualidade e reduzem a vida útil da hortaliça. Além disso, o clima adverso restringe novos plantios, o que impacta a oferta nas semanas seguintes.

    A cenoura também apresentou nova alta em janeiro, com elevação de 8,55% na média ponderada entre as Ceasas. O movimento é atribuído à redução de 9% na oferta da raiz. Apesar da alta no mês, os preços ainda permanecem abaixo dos registrados em janeiro de 2025.

    No caso do tomate, a Conab identificou aumento de 9,46% nos preços médios. A valorização está associada à redução das áreas com frutos em ponto de colheita, o que diminuiu o volume comercializado na maioria das Ceasas e pressionou as cotações.

    Queda em batata e cebola

    Entre as hortaliças, o movimento foi inverso para batata e cebola, que registraram queda nos preços.

    A batata apresentou recuo de 11,75% na média ponderada, resultado da maior oferta impulsionada pela safra das águas, que contribuiu para o abastecimento e para a manutenção das cotações em patamar mais baixo.

    Já a cebola teve redução de 11,01%, movimento considerado incomum para o período. A queda foi motivada pelo aumento da oferta proveniente de Santa Catarina, que cresceu 115% em relação a dezembro de 2025.

    Maçã sobe; maioria das frutas recua

    Entre as frutas, a maçã foi destaque de alta, com avanço de 7,75% na média ponderada.

    A elevação está ligada à menor disponibilidade nos mercados, causada pela finalização dos estoques em câmaras frias de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, pela redução da oferta da maçã eva paranaense e pelo fim do pico da safra paulista. A menor demanda, no entanto, limitou uma alta mais intensa.

    Das cinco frutas mais comercializadas nos principais mercados atacadistas, quatro ficaram mais baratas em janeiro: banana, laranja, mamão e melancia registraram queda na comparação com dezembro.

    A maior redução foi observada na melancia, com recuo de 29,96% na média ponderada. Mesmo com menor oferta — influenciada pela redução da safra paulista, pelo lento crescimento da safra gaúcha, pela oferta estagnada no sul da Bahia e pela entressafra em Goiás — os preços caíram, pressionados principalmente pela menor demanda, com destaque para a Ceasa do Rio de Janeiro.

    O mamão apresentou queda de 11,04%, refletindo o aumento da oferta, especialmente da variedade papaya do norte do Espírito Santo e do formosa produzido no sul da Bahia.

    A banana registrou recuo de 8,99% na média ponderada, influenciada pela maior oferta da variedade nanica. As temperaturas mais altas favoreceram o amadurecimento da fruta e, associadas a chuvas regulares, contribuíram para melhor enchimento e qualidade dos cachos.

    Para a laranja, houve variações mais moderadas, com predominância de queda. A redução chegou a -4,83% na média ponderada, com as maiores quedas registradas nos entrepostos de Campinas (-8,74%) e Goiânia (-9,58%), diante da maior oferta local.

    Exportações recuam em volume, mas faturamento cresce

    Em janeiro de 2026, o volume total de frutas exportado pelo Brasil foi de 98,44 milhões de toneladas, queda de 12% em relação ao mesmo mês de 2025.

    Apesar da retração no volume, o faturamento somou US$ 112 milhões (FOB), alta de 4,4% na mesma base de comparação, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    Mesmo com recuo mensal nas exportações de melões, limões, uvas e melancias, o ano começou com bom desempenho nas vendas externas, especialmente para mercados da Europa e da Ásia, após os recordes registrados em 2025.

     

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