Após alta em junho, preços do café oscilam

Indicador Cepea/Esalq acompanha "sobe e desce" do arábica nos últimos dez dias

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Preço médio do arábica em junho foi o maior desde 1998, segundo Cepea. (Crédito: Getty Images)

Preço médio do arábica em junho foi o maior desde 1998, segundo Cepea. (Crédito: Getty Images)

20deJulhode2022ás15:12

Após alta histórica de junho, os preços do café arábica oscilaram com força nos últimos dias no mercado brasileiro. Para se ter uma ideia, somente na semana passada (entre os dias 11 e 15), o Indicador Cepea/Esalq para tipo 6 apresentou queda de 6,8%, chegando a fechar a R$ 1.239,04 a saca no dia 14 -  o menor patamar diário desde 25 de maio.

Porém, nesta terça-feira, 19, os preços avançaram, voltando a superar os R$ 1.300/sc. Segundo pesquisadores do Cepea, o recuou da última semana acompanhou o desempenho dos valores externos, que, por sua vez,  foi influenciado pelo receio de uma nova recessão global.

Este cenário, inclusive, tem feito com que os fundos troquem seus contratos de café por outros ativos mais seguros. Além disso, o clima seco segue favorecendo a colheita da safra 2022/23 no Brasil.

Ontem, o preço do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 1.318,67/sc, alta de R$ 22,26 por saca (ou 1,7%), na comparação com a terça da semana passada (dia 12).

Oscilação é menor no robusta

Para o robusta, os preços oscilaram de forma menos intensa. Segundo colaboradores do Cepea, a maior presença da indústria torrefadora permite alguns negócios, ainda que, segundo agentes consultados pelo Cepea, as vendas estejam bastante retraídos.

Ontem, especificamente, os preços foram impulsionados pela alta externa, com o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6 peneira fechando a R$ 719,25/sc, número que representa alta de 1,2% frente ao dia 12.

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