Com oferta restrita, cotações do alface sobem até 30,5%

    Produtores enfrentam perdas após incidência de doenças, favorecidas pelas chuvas

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    Demanda ainda restrita não deve alavancar muito mais as cotações. (foto - Sistema CNA/Senar)

    Demanda ainda restrita não deve alavancar muito mais as cotações. (foto - Sistema CNA/Senar)

    14deOutubrode2022ás16:00

    As cotações de alfaces começaram a se recuperar nesta semana (dias 10 a 14), de acordo com  colaboradores consultados pela equipe do Hortifruti Brasil, do Centro de Estudos Avançados em Pesquisa Aplicada (Cepea). 

    Segundo produtores de Ibiúna (SP) e Mogi das Cruzes (SP), o cenário é reflexo da redução da oferta, após queda no ritmo de plantio, e também de perdas notáveis na produção por doenças, especialmente rhizoctonia e sclerotinia.

    De acordo análise do HF Brasil, a baixa rentabilidade do mercado durante a safra de inverno fez com que produtores investissem menos no tratamento preventivo, permitindo que, com as chuvas das últimas semanas, a incidência aumentasse.

    Cotações em alta

    Com isso as cotações registraram alta, finalizando em Ibiúna R$ 10,78/cx com 20 unidades de crespa (+24,35%) e R$ 11,17/cx com 12 unidades de americana (+30,55%).

    Em Mogi das Cruzes, a valorização foi mais contida, a crespa fechou em R$ 13,75/cx com 20 unidades (+4,17%) e a americana em R$ 14,66/cx com 12 unidades (+2,32%).

    A oferta controlada deve evitar novos decréscimos nos preços durante as próximas semanas, no entanto a demanda ainda bastante restrita não deve alavancar as cotações.

    Preço pago ao produtor caiu em setembro

    De acordo com o acompanhamento mensal de preços pagos aos produtores paulistas, divulgado nesta sexta (dia 14), em setembro, as maiores variações negativas, na comparação com agosto, ficaram para alface americana e crespa.

    A queda nos valores foi de, respectivamente, 22,16% e 18,18%.

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