Novo Zarc da soja passa a valer na safra 2023/2024
Metodologia agora abrange mais 90% dos solos brasileiros
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Mudança na classificação do Zarc é estudada desde 2017. (foto - Sistema CNA/Senar)
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento já “bateu o martelo” com relação ao novo zoneamento agrícola de risco climático (Zarc) para a safra de soja 2023/2024.
Desenvolvida e validada pela Embrapa, a metodologia passa a considerar seis tipos diferentes de classes de água disponível no solo.
Antes, eram três divisões e relacionadas apenas a concentração de argila na composição.
“Na nova forma de identificar os tipos de terra, há uma fórmula que envolve a proporção percentual entre argila, silte e areia, correlacionados com a quantidade de água que pode ser armazenada no solo, o chamado índice de Água Disponível (AD)”, explica a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).
Um dos benefícios é atingir maior abrangência dos solos brasileiros, agora com a expectativa de chegar a mais 90%.
Segundo a CNA, no modelo atual, a classificação não considerava solos com teores menores que 10% de argila, e com mais de 35% de argila eram enquadrados em apenas uma classe.
A informação consta em material explicativo sobre a mudança, publicado hoje (dia 27), com o objetivo de esclarecer os sojicultores, já que está será a primeira cultura a adotar os novos parâmetros.
Mudança está em estudo desde 2017
“As regras da nova classificação estão na Instrução Normativa (IN) 1/2022, da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em vigor desde 1º de julho”, recorda a CNA.
Vale lembrar que as atualizações sistemáticas de metodologia se iniciaram em 2017 e que somente agora as mudanças estão ocorrendo.
“Em reunião na sede do Sistema FAEP/SENAR-PR foram apresentadas as mudanças e os critérios técnicos”, lembra Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.
Os resultados dos estudos nesse período estarão na nova portaria de Zarc, cuja divulgação é prevista para dezembro de 2022.
A antecipação da divulgação dos resultados (que já foram validados com os agentes interessados) visa dar maior previsibilidade para adaptação ao novo formato.
O que o produtor precisa saber?
Diante da mudança, o produtor precisa saber, para ficar em dia com suas obrigações, que o novo método de classes de AD1 a AD6 considera as três frações de solo (argila, silte e areia).
“A nova fórmula que classifica os solos é mais complexa, contemplando melhor as interações que resultam na capacidade de armazenamento de água nos diferentes solos que temos”, explica Ana Paula.
O objetivo é auxiliar o produtor a definir o melhor momento para cultiva soja, considerando cada região e previsão climática, por exemplo.
Já a maior vantagem é mitigar o risco de perdas.
