Área rural atinge temperatura de 62,4 ºC negativos na Rússia

    Para se ter ideia, esse frio é equivalente ao clima médio no planeta Marte

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    Temperatura de menos 62 ºC é, na prática, equivalente à temperatura média no planeta Marte. (foto - captura)

    Temperatura de menos 62 ºC é, na prática, equivalente à temperatura média no planeta Marte. (foto - captura)

    19deJaneirode2023ás09:54

    A Sibéria, região no nordeste da Rússia, enfrenta uma das mais intensas ondas de frio da história. A zona rural de Tongulakh, na província de Sakha, por exemplo, registrou temperaturas de 62,4 ºC negativos no último domingo, dia 15.  

    Na prática, isso significa um clima similar ao de Marte. O planeta vermelho tem variação extrema de temperaturas, que podem variar de até 20 °C a -153 °C. Ainda assim, a temperatura média anual é de cerca de -62 °C, exatamente o que os camponeses russos estão enfrentando.

    Segundo o site IFL Science, as temperaturas foram relatadas pela Ventusky, uma empresa meteorológica baseada na República Tcheca. Eles explicam que isso é um “novo mínimo histórico” para a estação em Tongulakh e a temperatura mais baixa na Sibéria desde 2002.

    Essas temperaturas atuais na Sibéria não estão longe de quebrar recordes históricos. A temperatura mais baixa já registrada no hemisfério norte foi documentada em Oymyakon, também na província de Sakha, em 6 de fevereiro de 1933, quando os termômetros marcaram menos 67,7 °C.

    Não foi apenas Tongulakh que sentiu o frio intenso neste fim de semana. Várias áreas da República de Sakha, logo a leste dessa estação, também registraram temperaturas bem abaixo de menos 50°C no domingo.

    Como ainda é apenas janeiro, ainda há muito tempo para quebrar este recorde.


    Temperatura extremas

    Por outro lado, os verões na Sibéria também estão alcançando extremos históricos e chocantes mesmo para nós brasileiros, que vivemos em um país tropical. Em junho de 2021, foram detectadas temperaturas de 48°C em Verkhoyansk, uma cidade siberiana dentro do Círculo Ártico.

    Assim como os cientistas do clima alertaram, fica claro que as temperaturas extremas em ambos os extremos do espectro estão se tornando mais comuns e intensas.

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