Inmet monitora possível formação de ciclone bomba no Brasil

Sistema pode se intensificar rapidamente entre Argentina, Uruguai, Sul do Brasil e Oceano Atlântico, com risco de temporais, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h na Região Sul

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Previsão do Inmet para possível formação de ciclone bomba no Sul do Brasil.

Inmet monitora sistema que pode dar origem a um ciclone bomba, com impactos previstos principalmente na Região Sul entre os dias 6 e 8 de agosto.

04deAgostode2026ás16:47

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) monitora a possível formação de um ciclone bomba entre Argentina, Uruguai, Sul do Brasil e Oceano Atlântico nos próximos dias.

As previsões apontam condições favoráveis para a rápida intensificação de um ciclone extratropical, com potencial para provocar tempestades severas, granizo, descargas elétricas e rajadas de vento superiores a 60 km/h em áreas da Região Sul entre quinta-feira (06) e sábado (08).

Segundo o Inmet, os ventos mais intensos devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, onde as rajadas podem superar 100 km/h em áreas próximas ao centro do ciclone.

No Brasil, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão entre as áreas com maior possibilidade de ventos fortes.

Apesar do cenário indicado pelos modelos meteorológicos, o instituto ressalta que a classificação definitiva do sistema como ciclone bomba dependerá da confirmação da intensidade da queda da pressão atmosférica durante sua evolução.

O que é um ciclone bomba?

As previsões indicam condições favoráveis para a ocorrência de um processo chamado ciclogênese explosiva, também conhecido como bombogênese ou, popularmente, ciclone bomba.

O fenômeno ocorre quando um sistema de baixa pressão se intensifica rapidamente em um curto período. A confirmação da bombogênese dependerá da evolução da pressão atmosférica durante o desenvolvimento do ciclone.

De acordo com o modelo COSMO do Inmet, o sistema começa a se organizar a partir das 9h de quinta-feira (06), a partir de um cavado — região alongada de baixa pressão — sobre o norte da Argentina e o Paraguai.

Na sequência, o sistema evolui para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, dando origem ao ciclone extratropical.