Carne de frango tem preços distintos durante o mês de março, diz Cepea
ABPA anuncia que Brasil pode exportar à Polinésia Francesa
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Polinésia Francesa abre mercado para exportar do Brasil. (foto - imagem de Ralph por Pixabay )
As recentes desvalorizações da carne de frango registradas na segunda quinze de março não impediram o avanço da média mensal da proteína.
A explicação, segundo avaliação divulgada hoje (dia 31) pelo Cepea/USP, está no fato de que alta registrada nos primeiros quinze dias fez o contraponto.
Segundo colaboradores do Cepea, no atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado registra média de R$ 6,78/kg nesta parcial de março (até o dia 29), alta de 1,9% frente à de fevereiro.
O produto resfriado, por sua vez, vem sendo comercializado na região paulista ao preço médio de R$ 6,75/kg em março, elevação de 1,7% frente ao do mês anterior.
No mercado de cortes, o peito congelado foi o que mais se valorizou em março no atacado da Grande São Paulo, 6,4%, com o quilo do produto cotado, em média, a R$ 8,31 neste mês
Boa notícia: Brasil pode exportar à Polinésia Francesa
Uma boa notícia para o setor é que as autoridades sanitárias da Polinésia Francesa publicaram nesta semana a autorização oficial para as importações de carne de frango proveniente do Brasil.
A informação é do Ministério da Agricultura e Pecuária e foi divulgada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A decisão da Polinésia é a de que todos os estabelecimentos frigoríficos que atualmente embarcam para a União Europeia poderão exportar carne de frango para seu território.
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, as vendas deverão atender o mercado de food service do país, especialmente para a ampla rede hoteleira do país, que tem no turismo o principal setor econômico.
“O mercado franco-polinesio tem um bom potencial para produtos de maior valor agregado já tradicionalmente consumidos pelo mercado europeu como peito de frango”, avalia Santin.
Ele acredita que o foco dos exportadores brasileiros será o comércio local, e não diretamente consumidores. “O que reforça o reconhecimento dos players internacionais pela qualidade e elevados controles sanitários estabelecidos pelos exportadores brasileiros”, completa.