Brasil finaliza protocolo para certificar soja baixo carbono

    Metodologia será implantada em projeto piloto já na safra 2023/2024

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    Metodologia está focada na possibilidade de pagamento de serviços ambientais. (foto - Embrapa)

    Metodologia está focada na possibilidade de pagamento de serviços ambientais. (foto - Embrapa)

    12deAbrilde2023ás16:32

    O Brasil segue avançando na definição do protocolo que definirá como certificar áreas produtoras de seja com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEEs) já na safra 2023/2024.

    A medida é parte do Programa Soja Baixo Carbono (PSBC), da Embrapa, que trabalha para, mediante adoção de tecnologias sustentáveis sugeridas, obter uma redução será de aproximadamente 30% nas emissões. 

    Ontem (dia 11), o processo de elaboração do documento, finalizado em março, foi compartilhado no 1º Fórum Soja Baixo Carbono, em Londrina (PR), pelos pesquisadores do Programa Soja Baixo Carbono, da Embrapa, responsável pelo protocolo.

    O evento ainda marcou o início das atividades conjuntas entre a Embrapa e as empresas apoiadoras do programa: Bayer, Bunge, Cargill, Coamo, Cocamar, GDM e UPL.

    De acordo com o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, a metodologia está focada na possibilidade de pagamento de serviços ambientais que poderão ser obtidas com eventuais bonificações advindos do selo SBC, financiamentos com taxas de juros mais atrativas, entre outros benefícios.

    “As mesmas práticas que reduzem as emissões de GEEs são as práticas que aumentam a produtividade e reduzem os custos, o que mostra que o produtor terá ganhos consequentemente”, destaca Debiasi.

    “O desafio técnico é que o custo de implantação seja compatível com benefícios. E que possamos atender as demandas de sustentabilidade do mercado”, completa.

    Projetos pilotos

    Os critérios do protocolo PSBC serão validados em três safras, a partir da safra 2023/24, em mais de 25 lavouras-pilotos de todas as regiões produtoras, segundo a Embrapa.

    Hoje, a instituição já possui um histórico de dados com a quantidade de carbono estocado no solo, em sistema de produção típicos de soja (modais), nas principais regiões produtoras do grão no Brasil.

    Porém, os estudos agora irão comparar os sistemas de produção típicos (culturas agrícolas utilizadas e as práticas de produção adotadas) com as áreas candidatas a receber o selo SBC (soja Baixo Carbono), ou seja, que adotam práticas mitigadoras.

    Sustentabilidade da produção

    O Programa Soja Baixo Carbono (PSBC) está avançando para a fase de proposição das diretrizes do protocolo que irá atestar a sustentabilidade da produção de soja brasileira.

    A ideia é conceder o selo Soja Baixo Carbono (SBC) a sistemas de produção de soja que adotem tecnologias e práticas agrícolas que reduzam a intensidade de emissão de gases de efeito estufa (GEEs).

    “Ainda no primeiro semestre de 2023 serão concluídas as diretrizes da metodologia que começará a ser validada na safra 2023/24 e continuará nesse processo por mais duas safras.”, explica a Embrapa.

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