Produtores de feijão do Paraná já venderam 90% da 1ª safra
Apesar do clima, safra apresenta excelente qualidade, diz Deral
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Colheita de feijão em Irati, no Paraná. (foto - Gilson Abreu/AEN Paraná)
O Paraná atingiu, na última quarta-feira (dia 12), 90% de comercialização da 1ª safra de feijão, estimada em 197 mil toneladas, numa área de 115 mil hectares.
As informações são do Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado ontem (dia 13), pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
“Apesar de problemas climáticos registrados entre setembro e outubro do ano passado, a produção paranaense foi considerada de excelente qualidade, o que contribuiu para melhor remuneração ao produtor”, diz análise do Deral.
Segundo o órgão, entre 3 e 7 de abril de 2023, os agricultores receberam, em média, R$ 403,00 pela saca de 60 kg de feijão de cores e R$ 267,00 pelo feijão tipo preto. Os técnicos consideram que valores permaneceram estáveis em relação à semana anterior.
O que vem por ai?
Em maio, quando se intensifica a colheita da segunda safra, deve ocorrer uma maior oferta de feijão para o mercado, segundo projeção do Deral.
No Paraná, a 2ª safra ocupa uma área de 296 mil hectares e a previsão de produção é de 589 mil toneladas.
Até o momento, o clima tem sido favorável e 92% das áreas ocupadas com feijão encontram-se em boas condições, e 8% em médias condições.
Cerca de 35% da área cultivada está em desenvolvimento vegetativo, enquanto 41% das áreas estão em floração, 21% em frutificação e 3% em maturação. Todas essas fases ainda estão vulneráveis às condições climáticas.
Redução na área do milho
Ainda de acordo com o Deral, o plantio da segunda safra de milho 2022/23 foi finalizado no Paraná.
Estima-se que foram plantados 2,5 milhões de hectares, 8% a menos do que na safra anterior.
A queda está relacionada ao atraso na colheita da soja, sua antecessora, devido ao plantio atrasado aliado a um aumento de ciclo, e juntamente ao volume maior de chuvas na colheita da cultura.
Preço da soja caiu 18%
Entre os produtores de soja, foi registrada uma queda de aproximadamente 18% no preço recebido pelos produtores de soja. A saca, que valia R$ 172,00 em abril de 2022, hoje é comercializada por valor abaixo de R$ 140,00.
Segundo o Deral, os preços menores no mercado doméstico podem ser explicados pela supersafra brasileira, pela variação cambial e também por questões logísticas.
Da mesma forma, o preço da saca do trigo também acumula baixa. Em 12 de abril a cotação diária calculada pelo Departamento registrou média de R$ 81,24, valor 9% abaixo do praticado há um mês (R$ 93,47). Esses preços indicam um possível prejuízo para parte dos produtores.