IBGE estima menor safra de arroz em mais de 20 anos

    Projeção teve nova redução, de 1,8%, principalmente por conta da estiagem no RS

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    Brasil corre o risco de precisar importar arroz. (foto - Pixabay)

    Brasil corre o risco de precisar importar arroz. (foto - Pixabay)

    13deAbrilde2023ás15:06

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu mais uma vez a estimativa da produção de arroz para 2023 e admitiu que País deve ter a menor produção em mais de 20 anos. 

    Segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março, divulgado nesta quinta-feira (dia 14), a projeção atual é de 9,8 milhões de toneladas, revelando um ajuste negativo de 1,8%, na comparação com o estudo de fevereiro.

    A queda está associada aos problemas relacionados com a estiagem no Rio Grande do Sul e à uma redução na área plantada de 6,5% do atual ciclo, segundo IBGE. 

    Além disso, e na comparação com 2021/2022, a queda na safra de arroz já chega a 7,6% ou 812,0 mil toneladas. 

    “A gente já está no limite do nosso consumo. Se cair um pouco mais, é possível que tenhamos que importar um pouco de arroz. O que não é muito grave, porque a gente tem o Uruguai aqui do lado, podemos importar do Uruguai”, disse ao Estadão, Carlos Alfredo Guedes, gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE.

    A estimativa atual é a menor produção desde 1998, quando foi de 7,7 milhões, segundo IBGE. 

    Projeção de feijão também foi reduzida

    No caso do feijão, a estimativa do IBGE é de 3,1 milhões de toneladas, número que indica queda leve de 0,5% na comparação com fevereiro, mas ainda suficiente para atender ao consumo do País durante o ano, segundo a pesquisa.

    Os dados do IBGE apontam que a 1ª safra de feijão está estimada em 1,1 milhão de toneladas, com alta de 0,3% frente a fevereiro, em decorrência do aumento de 0,4% no rendimento médio.

    Já a 2ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, diminuição de 1,3% frente à estimativa de fevereiro. Houve redução de 0,4% na estimativa do rendimento médio e de 1,0% na área a ser plantada.

    A 2ª safra representa 43,5% do total de feijão produzido no País.

    E por fim a 3ª safra de feijão, que representa 20,9% do total de feijão, foi estimada em 642,8 mil toneladas, com queda de 0,1% frente a fevereiro.

    Dos nove estados com informação para a 3ª safra de feijão, somente Espírito Santo e Paraná atualizaram seus números, com previsão de redução de 55,6% na estimativa de produção desse último frente a fevereiro. 

    Produção total

    A estimativa de março do IBGE para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2023 é de 299,7 milhões de toneladas, 13,9% maior que a safra de 2022 (263,2 milhões de toneladas) e 0,5% acima da estimativa de fevereiro (298,0 milhões de toneladas).

    Os números, porém, são menores do que a estimativa de produção de grãos feita pela Companhia Nacional de Abastecimento, para o ciclo 2022/23, de 312,5 milhões de toneladas, e também divulgada hoje. 

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