Embrapa apresenta bioinsumo com ação contra estresse hídrico
Produto utiliza bactéria Bacillus aryabhattai, comum nos solos da Caatinga
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Uso do bioinsumo fez com que as plantas inoculadas sentissem o efeito da estiagem alguns dias mais tarde. (foto - Embrapa)
A Embrapa apresentará na Bahia Farm Show, entre os dias 6 e 10 de junho, o bioinsumo Auras, primeiro produto comercial do Brasil destinado a diminuir os efeitos causados pelo estresse hídrico nas plantas.
A tecnologia, que utiliza a bactéria Bacillus aryabhattai, presente nos solos da Caatinga, é resultado de mais de 12 anos de pesquisa, em parceria da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) com a NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola (Patos de Minas, MG).
Não há concorrentes registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). “Esses microrganismos são capazes de hidratar as raízes e atuam na fisiologia dos vegetais, fazendo com que respondam melhor à escassez de água”, diz o pesquisador Itamar Soares de Melo, líder da pesquisa.
De acordo com ele, a pesquisa concentrou-se na mitigação da seca por bactérias benéficas, buscando um bioinsumo capaz de reduzir os efeitos causados pelas estiagens prolongadas, minimizando riscos e expressando o potencial das lavouras
Ele explica que as bactérias tolerantes à seca, ao colonizar o sistema radicular das plantas sob estresse abiótico, produzem substâncias que hidratam as raízes, chamadas exopolissacarídeos.
O Auras, desta forma, estimula a produção de um sistema radicular mais ativo e profundo, com maior volume de radicelas, proporcionando maior absorção de água.
Bioativo
"O aumento de temperatura na planta acima de 30°C já traz efeitos negativos na fotossíntese, o que afeta diretamente a produtividade. Com o bioativo, o aproveitamento da água e sua absorção são maximizados, possibilitando à planta melhor controle da temperatura foliar e, consequentemente, uma redução do estresse térmico”, acrescenta o diretor técnico da empresa, Carlos Marcelo Soares.
Segundo o diretor, as avaliações de campo comprovam o excelente desempenho do Auras após períodos de estiagem. “O uso da tecnologia permitiu que as plantas inoculadas sentissem o efeito da estiagem dias mais tarde que as plantas sem a tecnologia, contribuindo para o sólido desenvolvimento dos cultivos em que a solução foi aplicada”, salienta.