Votação final do arcabouço deve acontecer em julho, projeta Lira
Presidente da Câmara dos Deputados se encontrou com ministro da Fazenda, Fernando Haddad
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O ministro da Fazenda revelou não estar preocupado com a decisão de Lira de votar o arcabouço fiscal em julho. Foto: Lula Marques/Ag. Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, se encontrou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ontem (20). Após o encontro, Lira afirmou que a Casa deve votar a partir de 4 de julho o novo arcabouço fiscal alterado pelo Senado.
O presidente da Câmara ainda afirmou que projeto que reformula o Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) e a reforma tributária também devem ser votados na primeira semana do próximo mês.
Segundo Lira, a ideia é fazer um esforço concentrado na primeira semana de julho para votar os três temas. “Queremos fazer uma semana intensiva. Discutiremos Carf, arcabouço e reforma tributária”, declarou.
O presidente da Câmara evitou comentar sobre o arcabouço fiscal, mas admitiu que o texto foi mais alterado em relação ao inicialmente informado.
“Na conversa que tive com o senador Omar Aziz, ele falou de uma ou duas. Hoje já se fala em mais. Então, a gente tem de esperar. Vamos esperar a votação do arcabouço no Senado com naturalidade”, declarou.
Haddad pede calma
O ministro da Fazenda revelou não estar preocupado, assim como a equipe econômica do governo, com a decisão de Lira de votar o arcabouço fiscal em julho.
“Esse arcabouço era para ter ido para o Congresso em agosto. Nós mandamos em abril, ele já está praticamente aprovado. A primeira semana de julho é prazo mais que suficiente para fazer a peça orçamentária com base na nova regra fiscal”, declarou o ministro.
Haddad reafirmou a importância da aprovação da reforma tributária para destravar a economia do país.
“Vamos adotar um regime tributário que tem vigência em 150 países e funciona melhor do que a nossa economia hoje”, afirmou.
Taxa de juros
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define hoje (21), em Brasília, a taxa básica de juros, a Selic. Na quarta reunião de 2023, a expectativa é que o órgão mantenha o aperto monetário com a Selic em 13,75% ao ano, mesmo com a queda recente da inflação.
Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deverá ser mantida em 13,75% ao ano pela sétima vez seguida. A expectativa do mercado financeiro, entretanto, é de que a Selic encerre o ano em 12,25%.
Segundo Haddad, há expectativas boas de queda da inflação e de queda da Taxa Selic nos próximos meses.
“Temos perspectiva de chegar a uma Selic moderada até o fim do ano”, afirmou. O ministro evitou afirmar se a redução de juros deveria começar agora, mas anteontem (19) tinha dito que a Selic deveria ter começado a cair em março, diante da queda das projeções de inflação.