Aplicação do crédito rural somou R$ 344 bilhões no Plano Safra 2022/2023
De janeiro a junho deste ano, foram liberados R$ 131 bilhões para custeio, investimento, comercialização ou industrialização
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De acordo com a análise, foram realizados 1.903.436 contratos no período de doze meses do ano agrícola
O desembolso do crédito rural do Plano Safra 2022/2023, encerrado na última sexta-feira (dia 30), chegou a R$ 344 bilhões entre julho/2022 e junho/2023, de acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 204,7 bilhões, enquanto as contratações das linhas de investimentos totalizaram R$ 90,5 bilhões. Já as operações de comercialização atingiram R$ 33,5 bilhões e as de industrialização, R$ 15,2 bilhões.
De acordo com a análise, foram realizados 1.903.436 contratos no período de doze meses do ano agrícola, sendo 1.376.891 no Pronaf e 204.935 no Pronamp.
Os valores contratados pelos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de R$ 52,2 bilhões no Pronaf e de R$ 48,7 bilhões no Pronamp.
Os demais produtores formalizaram 321.610 contratos, correspondendo a R$ 243 bilhões de financiamentos contratados nas instituições financeiras.

Financiamento
O Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, conhecido como Programa ABC+ teve desembolso de R$ 3,75 bilhões. No atual Plano Safra 2023/2024 o programa mudou de nome para Programa para Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro),
O Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro) teve contratações de R$ 1,8 bilhão. Já o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) somou R$ 2,8 bilhões.
Contratação por fonte de recursos
Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos obrigatórios no total das contratações foi de R$ 70,7 bilhões, e a de recursos da poupança rural controlada somou R$ 63,5 bilhões. As duas fontes somam perto de 40% do total do crédito rural.
A demanda por recursos não controlados somou R$ 150,4 bilhões, com destaque para os recursos da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) com R$ 86,8 bilhões, o equivalente a 25% de todos os financiamentos.
Região Sul na frente
A região Sul continua puxando os financiamentos do Plano Safra, com R$ 112 bilhões. O estado do Rio Grande do Sul lidera o ranking das contratações na região, com 45% das contratações, seguido pelo Paraná, com 40%.
O Centro-Oeste está em segundo lugar no desempenho do crédito, com quase R$ 95 bilhões, sendo que Mato Grosso e Goiás respondem por 77% das contratações da região.
Recursos em 2023
De janeiro a junho deste ano, foram liberados R$ 131 bilhões de crédito rural em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização).
Nos 6 primeiros meses do ano, o custeio totalizou R$ 76,4 bilhões, os financiamentos em investimentos alcançaram R$ 30,2 bilhões, a comercialização somou R$ 19,6 bilhões e a industrialização, R$ 4,8 bilhões.
Para o Pronaf, no período, houve liberação de R$ 16,9 bilhões, para o Pronamp, R$ 14,6 bilhões e para os demais agricultores, R$ 99,5 bilhões.
Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos no dia 5 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.
Dependendo da data de consulta no Sicor ou no Painel Temático de Crédito Rural do Observatório da Agropecuária Brasileira, podem ser observadas variações dos dados disponibilizados ao longo dos trinta dias seguintes ao último mês do período considerado.
Plano Safra atual
O Plano Safra 2023/2024 foi anunciado, na semana passada, com o volume recorde de recursos de R$ 441,9 bilhões.
Apesar de haver críticas sobre equalização de juros e a linha para armazenagem, o montante agradou o setor agroepcuária e soma R$ 364,2 bilhões para médios e grandes produtores e R$ 77,7 bilhões para pequenos e agricultura familiar.