Rota Bioceânica reduzirá distância das exportações brasileiras à Ásia

    Viagem à China, por exemplo, levaria 12 dias a menos e seria 30% mais barata

    Por |
    Previsão é inaugurar a ponte, que terá uma extensão de 1.294 metros. no primeiro semestre de 2025

    Previsão é inaugurar a ponte, que terá uma extensão de 1.294 metros. no primeiro semestre de 2025

    26deJulhode2023ás11:14

    A Rota Bioceânica rodoviária, estrada que vai ligar Mato Grosso do Sul aos países do Paraguai, Argentina e Chile, encurtando o caminho para o Oceano Pacífico, vai ser importante para as exportações brasileiras.

    O Corredor Bioceânico, que inclui uma ponte internacional, estradas e alfândegas, segundo estudos da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), pode encurtar em mais de 9,7 mil quilômetros de rota marítima a distância nas exportações brasileiras para a Ásia.

    Atualmente, os produtos destinados à Ásia sobem pelo Canal do Panamá ou descem pelo Estreito de Magalhães, o que gera duas semanas de viagem, enquanto com o novo circuito que está em obra - que tem o Chaco paraguaio como eixo central - diminui a distância consideravelmente.

    A nova obra já vem sendo chamada de Canal do Panamá terrestre. Em uma viagem para a China, por exemplo, pode reduzir em 23% o tempo, cerca de 12 dias a menos.

    A Rota passará por quatro países: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, além de promover o aumento na comercialização permitirá a integração cultural e o turismo.

    Desafio

    O principal desafio para concretização da obra está a construção do acesso da ponte Itaipu Binacional do Paraguai. Com cerca de 30% já concluída, a obra da nova ponte avança dos dois lados do Rio Paraguai e tem valor estimado de US$ 85 milhões, com uma extensão de 1.294 metros.

    A ponte é fundamental para a Rota Bioceânica, corredor rodoviário que vai promover a integração geopolítica do Brasil, reduzir custos logísticos, tempo de viagem, além de promover novos investimentos em infraestrutura para o Estado, gerar novos empregos, oportunidades no setor de turismo, aumentar a importação e exportação, entre outros pontos.

    A previsão é inaugurar a ponte no primeiro semestre de 2025.

    Para o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, a Rota Bioceânica vai impulsionar a economia do Brasil e de outros países sul-americanos.

    “Seguindo pelos portos chilenos para China vamos reduzir em 12 dias a navegação, em comparação com a saída pelo Porto de Santos. Isto representa uma economia expressiva, competitividade muito grande. Teremos acesso a estes grandes mercados asiáticos com aumento tanto nas importações, como nas exportações, tendo ainda produtos com valor agregado, que talvez seja o mais atrativo para rota, por serem extremamente competitivos. Um crescimento na economia como um todo", disse.

    Importação

    O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) Jaime Verruck, pontua que a Rota ampliará o fluxo de importação de trazer produtos chilenos ao Brasil.

    "Mato Grosso Sul tem uma grande oportunidade de se tornar um hub de distribuição de produtos oriundos, tanto do Chile como da China, para a entrada no Brasil. Mato Grosso Sul passa a ser um centro de distribuição de uma maneira competitiva, substituindo principalmente o porto de Santos", explica.

    Temas nesta notícia