Moegão: nova estrutura vai ampliar descarga ferroviária em Paranaguá

    Com a construção, local terá capacidade para descarregar simultaneamente até 180 vagões

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    Granéis sólidos vindo pela ferrovia serão descarregados no Moegão e enviados aos 11 terminais interligados do Corredor Leste

    Granéis sólidos vindo pela ferrovia serão descarregados no Moegão e enviados aos 11 terminais interligados do Corredor Leste

    09deAgostode2023ás16:19

    O Moegão, nova estrutura do Porto de Paranaguá, vai ampliar e centralizar as descargas dos trens que chegam ao local. O investimento do Governo do Paraná é de R$ 592 milhões no sistema exclusivo de descarga ferroviária de grãos e farelos.

    O Moegão terá área total de quase 600 mil metros quadrados e terá capacidade para descarregar simultaneamente até 180 vagões, em três linhas independentes, provocando um aumento de 63% na capacidade.

    Os granéis sólidos vindo pela ferrovia serão descarregados no Moegão e enviados aos 11 terminais interligados do Corredor Leste.

    Das 58,4 milhões de toneladas de cargas movimentadas pelos Portos do Paraná no ano passado, 20,95% ocorreram através de ferrovias.

    Após a conclusão do Moegão, a expectativa é de que mais 24 milhões de toneladas de grãos e farelos saiam anualmente por Paranaguá, ampliando para 50% a participação do modal ferroviário no transporte de cargas que passam pelo porto.


    Estrutura

    A estrutura vai contar com três linhas diferentes, com capacidade de movimentar cerca de duas mil toneladas por hora cada uma. Para isso, será construída uma nova pêra ferroviária de acesso, um pátio em formato circular que possibilita o transporte da carga sem a necessidade de desmembramento do trem.

    A carga que sai dos vagões cai em um funil no subsolo e segue através de uma correia transportadora até uma torre de elevadores de canecas, de onde é levada às linhas de correias aéreas.

    Os grãos serão direcionados pelas correias transportadoras dos eixos Norte e Sul para os terminais, e de lá serão enviados para carregar os navios no Corredor Leste de Exportação, que contará com um píer em T, o que dará mais agilidade ao carregamento.

    A expansão da capacidade propiciada pelo Moegão vai garantir um equilíbrio entre o transporte de cargas por rodovias e ferrovias, chegando a 50% em cada modal.

    Nova Ferroeste

    A obra também é uma garantia de que o Porto de Paranaguá estará preparado para atender a crescente demanda gerada pelo projeto da Nova Ferroeste, que vai permitir o escoamento da produção do interior do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina via trem para exportação via Paranaguá.

    A estrada de ferro vai ligar Maracaju (MS) à Paranaguá e terá 1.567 quilômetros de extensão, com ramais também saindo de Cascavel a Foz do Iguaçu e Chapecó (SC).

    Outro benefício direto acontecerá no trânsito da cidade de Paranaguá, com a redução de 16 para cinco cruzamentos da linha férrea com as vias urbanas, além do fim das manobras dos trens que ocorriam nestes trechos. A medida deve garantir menos filas de espera de motoristas, e também menos riscos de acidentes.

    Além do ganho em eficiência, o Moegão também deve gerar uma economia de 30% nos custos de transporte, além de diminuir os impactos ambientais, com a redução de 73% na emissão de CO2

    Obras

    O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, recebeu na segunda-feira (dia 7) o projeto executivo do Moegão

    O projeto foi elaborado pelo Consórcio Tucumã, formado por quatro empresas, que também será responsável pela execução da obra.

    A expectativa é de que as obras sejam iniciadas nos próximos meses, após a análise e ajustes no projeto, com cronograma de 20 meses de execução.

    De acordo com Ratinho, trata-se da maior intervenção portuária em andamento no país e que deve garantir um expressivo aumento de eficiência ao Porto de Paranaguá.

    “É a maior obra deste tipo no Brasil e que vai dar mais eficiência ao Porto de Paranaguá, alavancando em 30% a movimentação de cargas e fazendo com que a participação do modal ferroviário chegue a 50%, chegando a um equilíbrio com as rodovias”, afirmou.

     

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