Estudo registra taxa recorde de deformações em peixes no Espírito Santo

Pesquisa da UFRJ e da UFRPE identificou anomalias em 60,5% dos exemplares de Stellifer naso coletados no litoral norte

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O percentual com malformação supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Foto: Rafael Lima Olveira

O percentual com malformação supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Foto: Rafael Lima Olveira

07deAgostode2026ás15:35

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) registraram uma taxa recorde de deformações em peixes no litoral norte do Espírito Santo. O estudo identificou que 60,5% dos exemplares da espécie Stellifer naso, conhecida popularmente como cabeçudo-preto ou tambor-estrela, apresentavam anomalias.

O índice supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Até então, a maior taxa havia sido observada em bagres da espécie Cathorops spixii, com 27,1% dos exemplares apresentando malformações.

Publicado na revista Ocean and Coastal Research, o estudo aponta que a elevada incidência de deformidades pode estar associada à contaminação ambiental persistente provocada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.