Cotação do milho reage a espera do andamento da colheita
Contudo, preço da saca do grão ainda está no negativo em agosto
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Ritmo das colheitas no Brasil pode ser prejudicado por chuvas e, assim, tanto produtores e compradores tendem a aguardar novos desdobramentos.
A cotação do milho evolui praticamente estável após três semanas em agosto e deve ser marcada pela lentidão dos negócios nos próximos dias. O ritmo das colheitas no Brasil pode ser prejudicado por chuvas e, assim, tanto produtores e compradores tendem a aguardar novos desdobramentos.
De todas formas, a queda no preço do cereal perdeu força nos últimos dias, com pequenas altas, e a cotação do milho está sendo negociada em patamares muito próximos ao do final do mês passado.
No indicador do Cepea, a saca de 60 kg de milho fechou a última sexta-feira a R$ 53,55, após alta de 0,62%, ou um nível 0,13% negativo no mês.
Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário se deve à retração de parte dos vendedores, que estão atentos à recente intensificação das exportações brasileiras de milho e à valorização do dólar.
Muitos consumidores, por sua vez, evitam negociar grandes lotes, à espera de novas quedas nos preços. Eles estão fundamentados nas estimativas de safra recorde, dificuldades de armazenagem e, sobretudo, na proximidade de vencimento de dívidas relacionadas aos custeios.
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Exportações sustentam boi gordo em 2026Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o produtor ainda tem esperanças e aguarda por algum fator que possa gerar uma melhora nos preços, mesmo na pré-colheita norte-americana e em plena colheita no Brasil.
Confira a seguir a cotação da saca de milho nas principais praças do Brasil:
- No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 63,00/65,00 a saca (CIF).
- Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 59,00/62,00 a saca.
- No Paraná, a cotação ficou em R$ 49,00/51,00 a saca em Cascavel.
- Em São Paulo, preço de R$ 48,00/50,00 na Mogiana.
- Em Campinas CIF, preço de R$ 54,00/57,00 a saca.
- No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Erechim.
- Em Minas Gerais, preço em R$ 49,00/51,00 a saca em Uberlândia.
- Em Goiás, preço esteve em R$ 43,00/R$ 45,00 a saca em Rio Verde - CIF.
- No Mato Grosso, preço ficou a R$ 40,00/43,00 a saca em Rondonópolis.
Preço do milho hoje em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com baixa nos preços. O mercado foi pressionado pelas incertezas em torno de uma recuperação da economia chinesa.
As indefinições ficaram também em torno da economia norte-americana, com a possibilidade de uma nova elevação na taxa de juros dos Estados Unidos por parte do Federal Reserve (o banco central do país), atuando como um fator baixista às cotações.
Apesar disso, o cereal teve sinais de melhora na demanda norte-americana e registrou preocupações em torno do clima quente e seco previsto para o cinturão produtor norte-americano nos próximos 10 dias, o que sustentou o mercado no início do dia e impediu perdas mais expressivas na sessão.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 482.526 toneladas na semana encerrada no dia 17 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O mercado esperava 375 mil toneladas. Na semana anterior, haviam atingido 459.030 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 821.533 toneladas.
No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 36.153.608 toneladas, contra 53.902.329 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 111.770 toneladas de milho ao México para entrega na temporada 2023/24.
Na sessão, os contratos futuros de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,69 1/4 por bushel, baixa de 10,25 centavos de dólar, ou 2,13%, em relação ao fechamento anterior.
A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,82 1/2 por bushel, recuo de 10,50 centavos de dólar, ou 2,12%.