Nova ferramenta vai facilitar o trabalho de produtores orgânicos

    Tecnologias, publicações técnicas e listas de insumos serão algumas das funcionalidades de apicativo

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    Ferramenta está em teste e deve ser disponibilizado no próximo ano para uso público. (Foto - Embrapa)

    Ferramenta está em teste e deve ser disponibilizado no próximo ano para uso público. (Foto - Embrapa)

    18deSetembrode2023ás15:08

    Um aplicativo desenvolvido pela Embrapa Territorial (Campinas-SP) promete facilitar o trabalho de produtores orgânicos brasileiros.

    A ferramenta, que faz parte do projeto Pró-Orgânico, terá, entre outras funcionalidades, uma Organoteca, espécie de biblioteca interativa com tecnologias e publicações técnicas lançadas pela Embrapa e por parceiros. O aplicativo também conta com uma lista com insumos permitidos no cultivo orgânico, uma demanda muito comum dos produtores.

    A ferramenta desenvolvida durante o projeto está em teste e deve ser disponibilizado no próximo ano para uso público.

    A inovação foi concebida para que o preenchimento solicite informações obrigatórias que o agricultor orgânico precisa repassar ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), facilitando o envio. O aplicativo deve facilitar, ainda, o acesso a dados para geração de painéis que apresentem a distribuição dos produtores orgânicos e as culturas produzidas em cada região.

    Segundo a pesquisadora Gisele Freitas Vilela a demanda do projeto surgiu de uma consulta feita a stakeholders e os diversos parceiros envolvidos contribuíram com a criação da tecnologia. O Mapa apoiou com recursos humanos na confecção do aplicativo e, na reta final, ajudou na validação da ferramenta com produtores de Ribeirão Preto e do sul de Minas Gerais.

    Gisele ainda conta que a concepção do aplicativo levou em consideração uma linguagem acessível e funcionalidades amigáveis para que o uso seja facilitado. Nesta fase final, os produtores estão testando e preenchendo formulários que vão ajudar na gestão das propriedades.

    Virginia Germani, chefe do Núcleo de Suporte à Produção Orgânica do Mapa em São Paulo (Nusorg-SP), disse que a ferramenta foi pensada para apoiar os produtores, o próprio Mapa, as certificadoras e outros sistemas participativos de controle que garantem a qualidade orgânica dos produtos.

    Apresentação

    Na última sexta-feira (dia 15), os pesquisadores da Embrapa Territorial apresentaram ao superintendente do Mapa em São Paulo, Guilherme Campos, o aplicativo que é desenvolvido desde 2020 por centros de pesquisa da Embrapa e parceiros.

    A Embrapa é uma empresa vinculada ao Mapa e a Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA-SP) é uma das parceiras do projeto. 

    Como a equipe já está trabalhando em outra proposta para obter financiamento e dar continuidade ao trabalho, Guilherme sugeriu o contato com instituições que podem ajudar, como o Sebrae, o Ibama, a Associação Paulista de Municípios (APM) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), entre outras. Ele também colocou a SFA-SP à disposição da Embrapa.

    “Se o produtor conseguir perceber as vantagens que essa ferramenta traz para sua rotina, não tenho dúvidas que será um sucesso. Mais um grande benefício que a Embrapa oferece à sociedade”, afirmou.

    Pastagens

    O superintendente do Mapa se reuniu na Embrapa Territoria com chefe geral Gustavo Spadotti Castro, pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, José Gilberto Jardine, e pelo chefe-adjunto de Administração, Luís Gonzaga Alves de Souza.

    Eles trataram de agendas comuns, como o levantamento que o centro de pesquisa está produzindo sobre áreas de pastagens e níveis de degradação. A intenção do Mapa é estimular a conversão desses campos em agricultura ou promover sua recuperação. “O ministro Fávaro está muito empenhado em relação a essa política pública”, lembrou Guilherme.

    Gustavo anunciou também que a Embrapa Territorial vai acompanhar, por meio de monitoramento por imagens, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 3, a exemplo do que foi feito no PAC 1 e PAC 2.

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