Búfala é resgatada a mais de 100 km de casa após ciclone no RS

    Animal foi arrastada pela enchente de Venâncio Aires e foi encontrada em Porto Alegre

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    búfala foi encontrada há oito dias pelo pescador Juan Felipe Ramos Lima (foto - Ronaldo Bernardi / Agencia RBS)

    búfala foi encontrada há oito dias pelo pescador Juan Felipe Ramos Lima (foto - Ronaldo Bernardi / Agencia RBS)

    21deSetembrode2023ás16:53

    A enchente do Rio Taquari, no Rio Grande do Sul, provocada por um ciclone extratropical que atingiu o estado arrastou uma búfala por mais de 100km.

    Pertencente a um criador de Venâncio Aires, o animal, que conseguiu sobreviver, estava desaparecido e foi resgatado ontem (dia 20) na Ilha da Pintada, em Porto Alegre, cerca de 130km de distância.

    A búfala foi encontrada há oito dias pelo pescador Juan Felipe Ramos Lima, morador da Ilha. Ele estava chegando em casa no dia 8 de setembro, quando a sua esposa alertou que tinha um animal na propriedade, já em terra firme.

    Juan laçou o animal, mas a búfala se assustou e se jogou novamente no rio.

    “Ela se atirou dentro do Arroio da Pintada. Pensei que não poderia deixar o bicho morrer. Peguei o barco e saí com a lanterna clareando para ver se achava ela. Eu a encontrei perto do cemitério, já cruzando, tentando subir de novo nadando, nisso eu amarrei no barco e reboquei ela”, explicou Lima para o jornal GaúchaZH.

    Como a búfala tinha uma marcação na orelha e com o auxílio da Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu), foi possível identificar, o proprietário, que é Bernhard Rodolf Schroers, do interior de Venâncio Aires.

    Segundo o jornal, cerca de 90 animais de Schroers foram levados pela enchente. Apenas 40 foram recuperados vivos até agora, 11 foram encontrados mortos. Os demais seguem desaparecidos.

    De acordo com Desireé Hastenpflug Möller, presidente da Ascribu, é possível que haja outros animais na região.

    A operação para devolver o animal ao seu dono envolveu dez pessoas. Esta raça é conhecida como "búfalo de água", pois sabe nadar e, principalmente, boiar – esta é uma das explicações pela búfala ter sobrevivido.

    Segundo o vice-presidente da Ascribu, Raphael Gonçalves, o búfalo é um animal muito resistente. “Quando ele cansa de nadar, ele boia, ele fica boiando na água. Esse é um búfalo que a gente chama de 'búfalos de água'. São adaptados", explicou ao G1.

    Entidade Avícola reforça pedido de ajuda

    O agro gaúcho continua contabilizando os prejuízos por conta do cliclone, que matou 49 pessoas no estado. A Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs) encaminhou um documento aos governos estadual e federal e parlamentares, solicitando apoio e atenção para situação de indústrias avícolas e produtores da região do Vale do Taquari/RS, drasticamente afetadas pela tragédia das enchentes.

    “A situação das indústrias afetadas é gravíssima e requer amparo governamental, seja na esfera estadual e federal, e também de instituições bancárias públicas ou privadas, pois os prejuízos estruturais e econômicos poderão impactar além da economia das indústrias, também a geração de milhares de postos de trabalho, atividades rurais e o desenvolvimento sócio econômico da região”, comentou o Presidente Executivo da O.A/RS, José Eduardo dos Santos.

    No documento a entidade destaca que é de extrema importância, uma condição especial de linhas de crédito e financiamentos, tendo como base de sustentação para acesso rápido um fundo garantidor, prazos de pagamento prolongados e taxas compatíveis com a situação.

    A entidade ainda reforça a necessidade de ações urgentes e efetivas, uma vez que, fornecedores de insumos, tecnologias e serviços precisam manter o atendimento às indústrias da região em dificuldades para que a retomada seja viável.

    As estimativas iniciais de prejuízo do setor ainda oscilam entre R$180 e R$220 milhões, sem contabilizar os impactos no faturamento e outras questões mercadológicas que afetam às indústrias impactadas, segundo a entidade. 

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