Após pouso de emergência, Airbus terá reparos para decolar direto de trigal russo

    Situação ocorreu em uma lavoura na Sibéria em voo tripulado por 167 pessoas

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    Ural disse que o avião permanecerá no local por vários meses, sob vigilância, enquanto são realizadas inspeções, manutenção e reparos. (foto - Ural)

    Ural disse que o avião permanecerá no local por vários meses, sob vigilância, enquanto são realizadas inspeções, manutenção e reparos. (foto - Ural)

    18deOutubrode2023ás18:18

    Um Airbus da companhia aérea russa Ural Airlines, que foi forçado a um pouso de emergência em um campo de trigo no mês passado, deve decolar da mesma lavoura na Sibéria após receber reparos.

    Segundo a Reuters, um dos motivos seria a dificuldade da Rússia em receber peças de reposição e novas aeronaves civis por conta da guerra com a Ucrânia.

    O Airbus A320, que voava de Sochi para Omsk com 167 pessoas a bordo, pousou em segurança em um campo de trigo na região de Novosibirsk, oeste da Sibéria, em 12 de setembro.

    Segundo a Ural Airlines, a aeronave teve uma falha hidráulica. “De acordo com a avaliação técnica preliminar de especialistas, a aeronave está em boas condições”, afirmou a Ural Airlines em comunicado.

    A empresa também informou que o avião não está seriamente danificado e provavelmente poderá realizar voos após os reparos. “Várias opções estão sendo consideradas para o avião decolar da lavoura”, disse Ural, como a remoção dos assentos do avião para torná-lo mais leve.

    Ural disse que o avião permanecerá no local por vários meses, sob vigilância, enquanto são realizadas inspeções, manutenção e reparos. "Testes... mostraram que os motores não precisam de reparos", disse Ural.

    Segunda vez

    É a segunda vez que a companhia aérea faz um pouso de emergência em uma lavoura, mas será a primeira vez que os pilotos tentarão pilotar o avião novamente.

    No incidente de 2019, o A321 pousou em um milharal perto de Moscou com 233 pessoas a bordo, após atingir um bando de pássaros em pleno voo, mas foi desmontado no local.

    O Ocidente proibiu o fornecimento de aeronaves e peças sobressalentes logo após a Rússia ter invadido a Ucrânia em fevereiro de 2022, tornando as aeronaves ocidentais que já se encontravam na Rússia um recurso precioso.

    A Ural e outras companhias aéreas russas mantiveram a sua frota de “jatos ocidentais” no ar, importando peças através de países terceiros sem o consentimento dos fabricantes, principalmente Airbus e Boeing.

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