Acredite se quiser: consumo de café cai no Brasil em 2025

    Queda no consumo chega a 2,3%, mas, apesar do preço, tradição da bebida ainda fala mais alto no cotidiano dos brasileiros

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    Acredite se quiser: consumo de café cai no Brasil em 2025
    30deJaneirode2026ás12:16

    O cafezinho segue intocável como uma das marcas registradas do Brasil. Ainda assim, o país bebeu um pouco menos de café em 2025  na comparação com 2024.

    É o que mostram dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

    Ao longo dos últimos 12 meses, os brasileiros reduziram levemente o número de xícaras consumidas, movimento que reflete fatores como inflação, aumento do custo de vida e mudanças nos hábitos de consumo.

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    Segundo o levantamento, o consumo total de café no Brasil caiu 2,31% em 2025, somando 21,4 milhões de sacas de 60 quilos destinadas ao mercado interno.

    Ainda assim, o faturamento do setor permaneceu robusto, sustentado pela forte valorização da saca no período.

    Em tempo: o Brasil segue como uma das cadeias cafeeiras mais completas e dinâmicas do mundo, do campo à indústria.

    Um tempo no cafezinho?

    Para muitos brasileiros, a ideia de beber menos café soa quase estranha. Afinal, é difícil imaginar encontros, conversas e rotinas sem uma xícara — ou aquele copão — sempre por perto.

    Mas os números indicam que o ritmo de consumo mudou um pouco.

    O setor avalia que o preço mais alto no varejo, somado ao custo de vida elevado e a transformações no comportamento do consumidor, especialmente entre jovens e moradores de grandes centros urbanos, ajudou a frear a velocidade com que o consumo vinha crescendo nos últimos anos.

    Isso não significa que o brasileiro tenha deixado de gostar de café. A mudança parece estar mais ligada à escolha de quando, onde e quanto consumir, com mais critério.

    Ajuste na dose

    Para especialistas, a queda leve indica um ajuste natural do mercado diante de mudanças econômicas e culturais, e não um desinteresse pela bebida.

    O café segue presente no cotidiano, mas o consumidor demonstra maior atenção ao orçamento e uma busca crescente por qualidade em vez de volume.

    Café especial e novos paladares

    Uma das tendências mais claras do setor é o avanço dos cafés especiais, com origem definida, notas sensoriais diferenciadas e foco na experiência de consumo.

    Apesar de representarem cerca de 1% do mercado, esses cafés registraram crescimento de 30% em 2025, impulsionados por um público específico, com maior poder aquisitivo, disposto a pagar mais por diferenciação.

    Esse mesmo perfil de consumidor também tem aderido às cápsulas, que unem praticidade e rapidez no preparo, ainda que a um custo mais elevado.

     

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